No São Paulo, Dani Alves encara desafio inédito em primeira Libertadores da carreira

Goal.com

Maior campeão da história do futebol, Daniel Alves está pronto para encarar um novo desafio: quando o São Paulo ir a campo diante do Deportivo Binacional, nesta quinta-feira (5), às 21h (de Brasília), o craque irá realizar sua primeira partida pela Copa Libertadores da América.

Desde a Copa do Nordeste, conquistada pelo Bahia, em 2002, até a Copa América, em 2019, foram 40 títulos oficiais para Daniel Alves. Dos 40, foram três Ligas dos Campeões, todas no Barcelona. Mesmo quando o atleta não saiu campeão, teve campanhas de sucesso, especialmente na Juventus. Assim, experiência em competições continentais não vai faltar.

Buscando o 41º caneco com a camisa do São Paulo, seu clube do coração, Daniel Alves terá que passar por alguns dos mais extraordinários cenários do futebol mundial para se sagrar campeão da Libertadores, em seu primeiro torneio eliminatório pelo Tricolor.

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Já na estreia, Dani Alves irá ter um obstáculo único, muito representativo das particularidades do futebol sul-americano: o São Paulo começa sua jornada na Libertadores 2020 contra o Binacional, equipe da cidade de Juliaca, no Peru, que possui uma altitude de mais de 3.800 metros. Bem diferente dos anos do lateral/meia na Liga dos Campeões.

Binacional Peru
Binacional Peru

A altitude também voltará à cena no segundo duelo do Tricolor na competição: a equipe viajará para Quito, no Equador, enfrentar a LDU numa altitude de mais de 2.800 metros. Fechando a fase de grupos, o São Paulo irá jogar em um dos estádios mais apaixonantes e intimidadores do planeta: o Monumental de Núñez, contra o River Plate.

Assim, logo de cara, Daniel já será apresentado a vários dos fatores que fazem a Libertadores ser tão desafiadora e charmosa: as torcidas apaixonadas estão lá, as arenas "perdidas" no interior do continente também, e até a altitude, tão importante para o desenho geográfico e histórico da América do Sul, vai aparecer com força.

Ironicamente, o jogador irá ter este desafio atuando no São Paulo, talvez a equipe brasileira mais tradicional na competição, com três títulos, várias campanhas de destaque e uma torcida que tem o torneio como prioridade número um.

Se, na época de sua contratação, muito se disse que Daniel Alves chegaria para trazer um "espírito vencedor" ao Tricolor, em anos de seca incomuns para um clube tão campeão, o craque terá que aprender nas páginas imortais do São Paulo a como jogar um torneio que, junto com o Brasileirão, talvez sejam as únicas conquistas que faltam na galeria de títulos da carreira mais gloriosa de um jogador de futebol.

Além de tudo, um título do São Paulo, terminaria, de maneira obrigatória, no Maracanã, estádio reconhecido em todo o mundo como um dos palcos mais "místicos" do esporte.

Daniel Alves chegou ao Tricolor na metade de 2019, em meio ao caos instaurado no Morumbi, e teve um "gostinho" do que é o esporte no Brasil. Agora, em 2020, o maior campeão da história deve finalmente ser melhor apresentado ao futebol sul-americano, com todas as suas qualidades e defeitos, ao passo de que o craque terá toda a responsabilidade de ser "o cara" do time.

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