No mercado, Frauches detalha passagem na Tailândia e revela 'mágoa' nos tempos de Flamengo

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Campeão da Copinha de 2011 pelo Flamengo e mundial sub-20 com a Seleção Brasileira, Frauches passou quatro temporadas a serviço do time principal do Rubro-Negro, mas não teve as oportunidades condizentes com o que o seu brilho na base prometia. Em 2016, após ligeiros empréstimos ao Macaé e ao Boavista, foi dar prosseguimento à carreira e se aventurar na Tailândia, enfim atendendo às expectativas pessoais de uma experiência internacional, frustradas anteriormente.

Isso porque, o zagueiro de 28 anos, atualmente no mercado após atuar pelo tailandês Siam Navy, o seu segundo clube no país (o primeiro, e mais longevo, foi o Army United), falou que ficou magoado com a não liberação do Fla à época em que quis rumar ao Orlando City, da Major League Soccer (MLS, a principal liga dos EUA).

- Na época, tive um proposta pra sair do Flamengo e não me liberaram, isso me magoou bastante. Respeitei a decisão, mas, depois analisando, acho que eu poderia ter sido mais incisivo. Foi um aprendizado e tanto.

- Tiveram propostas da temporada 2014 para 2015, quando fomos para Atibaia na pré-temporada, inclusive, e, depois, de 2015 para 2016. O Rodrigo Caetano (então diretor de futebol) não liberou, fiquei chateado... Tenho nada contra ele, mas aconteceu isso de não liberar. Prometeu algumas coisas e não cumpriu. Daí acabei não indo, mas já superei - completou o defensor.

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Frauches pelo Siam Navy
Frauches pelo Siam Navy

Frauches pelo Army United, da Tailândia (Foto: Reprodução)

OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA

Qual é o seu projeto de carreira? Pensa em voltar ao Brasil?

- Sempre pensei em jogar em alto nível e estar feliz comigo mesmo. Nunca pensei em um projeto, mas gostaria muito de voltar ao Brasil novamente e provar pra mim mesmo o meu valor.

Sendo um jogador com passagem pela Seleção Sub 20 e Flamengo, você ainda acha que pode jogar em um grande do futebol brasileiro?

- Acredito. Pois fiz minha trajetória em um clube que todos pensam em jogar um dia, isso motiva muito um jogador. Quero sentir isso novamente.

A Tailândia continha sendo um mercado interessante para você?

- Acredito que sim, foram cinco anos de muitos aprendizados dentro e fora do campo, não seria justo fechar um porta que me foi aberta em um momento da carreira que acreditaram em mim.

O que mais te surpreendeu e o marcou na Tailândia?

- Me surpreendeu em todos os sentidos, educação, respeito e outros valores. Você pode perder um telefone no shopping quando voltar vai estar no mesmo lugar ou na recepção. As pessoas te ajudam mesmo olhando pra você e vendo que é estrangeiro. O respeito pelos mais velhos é surreal, tratam com carinho, amor e fazem de tudo pelo mais velho. Não precisa ser idoso, os jogadores mesmo são assim, é cultural esse respeito mútuo. É um país alegre e muito parecido com o Brasil nesse aspecto, mas na segurança, educação e hospital eles estão à frente. Espero um dia vê o Brasil assim, pois, sem dúvida, é o melhor lugar pra morar no mundo se acertar esses probleminhas.

Ainda mantém contato com colegas de Flamengo?

- Sim, foram longos anos juntos, viagens, hotéis, férias. O legal do futebol é essa parte da amizade que fica, você conhece pessoas, vive diariamente e isso nos aproxima.

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