No embalo da torcida, Botafogo tem dificuldade na criação, mas evolui na etapa final, e Erison salva no fim

Botafogo e América-MG empataram por 1 a 1, na Arena Independência, pelo Brasileirão (Vítor Silva/Botafogo)


Mesmo longe do Rio de Janeiro, a torcida do Botafogo compareceu ao Independência e empurrou o time. Em um duelo que poderia dar a liderança à equipe da estrela solitária, problemas ficaram evidentes, mas Erison, o famoso "El Toro', voltou a ser decisivo e mostrar que pode ser o centroavante titular até o fim da temporada.

Oportunista e decisivo: Erison cai nas graças da torcida

John Textor nunca escondeu que pretende trazer um reforço de peso para o ataque Alvinegro. Zahavi é o nome dos sonhos e a negociação continua. Porém, enquanto a janela de transferência não abre, Erison vai dando conta do recado na frente e salvando quando o Botafogo precisa.

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Durante toda etapa final, o centroavante brigou, incomodou a defesa adversária e buscou tabelas. A entrega em campo foi premiada com o gol de empate. Após cobrança de escanteio, ele se movimentou e foi oportunista. Subiu mais que a defesa mineira e cabeceou para baixo, sem chance para a reação de Jailson.

Com a força da torcida, os cariocas cresceram na reta final e tiveram chances para a virada. Em uma delas, Erison soltou a bomba e obrigou o arqueiro alviverde a afastar o perigo. Na melhor delas, Victor Sá teve a oportunidade de finalizar na pequena área, mas acertou o goleiro.

Com a igualdade no placar, o Botafogo deixou a liderança escapar, mas viu que pode tirar lições para a sequência da temporada. Foram dois tempos distintos em que a equipe não conseguiu produzir em um deles. As boas notícias ficam por conta do show da torcida, do poder de reação e, por fim, de mais um gol de Erison.

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- Muitas vezes, só é atribuído o sucesso ao 9 pelo gol. Para nós, ele (Erison) foi decisivo no jogo, mesmo quando estava limitado. Colocamos o Matheus para aumentar a pressão na saída de bola do América. O Erison não recebeu bem em alguns momentos, em outros não passou tão bem. Mas há uma coisa que eu não poderia fazer, que é tirar confiança dele. Ele trabalhou em campo e teve seu momento - disse Luís Castro, durante a coletiva de imprensa.

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