No Catar, Neymar busca ultrapassar Pelé como maior artilheiro da Seleção

Além de conquistar o hexacampeonato do Brasil, Neymar vai ao Catar em busca de ultrapassar Pelé como o maior artilheiro da Seleção, uma missão que não parece impossível.

O astro do Paris Saint-Germain, de 30 anos, marcou 75 gols em 121 jogos com a 'Amarelinha', dois a menos que os 77 anotados pelo 'Rei' em 92 partidas.

Pelé, no entanto, reivindica 95 gols em 113 jogos, conta que inclui amistosos disputados contra clubes, registros que não são considerados pela Fifa.

A CBF reconhece esses 95 gols, encerrando o debate no Brasil sobre a validade ou não de algumas marcas tradicionais e antigas do futebol brasileiro.

Além de ser o único jogador a ganhar três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970), Pelé está à frente na média de gols por jogo: 0,84 contra 0,62 de Neymar.

Se tudo transcorrer normalmente, 'Ney' terá no mínimo três chances para igualar ou superar o 'Rei' no Catar: os jogos do Grupo G contra Sérvia (24 de novembro), Suíça (28 de novembro) e Camarões (2 de dezembro).

Neymar vestiu pela primeira vez a camisa da Seleção no dia 10 de agosto de 2010, em um amistoso contra os Estados Unidos. Nesse dia, aos 18 anos, marcou o primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre os americanos.

Desde então, balançou as redes nos Mundiais de 2014 e 2018, nas Copas América de 2011, 2015 e 2021, na Copa das Confederações de 2013 e nas Eliminatórias Sul-Americanas, além de jogos preparatórios.

Em 13 de outubro de 2020, o craque do PSG ultrapassou Ronaldo 'Fenômeno' (62 gols) como segundo maior artilheiro da Seleção com um hat-trick na vitória por 4 a 2 sobre o Peru em Lima.

Pelé, por sua vez, marcou seu primeiro gol pelo Brasil aos 16 anos, no mesmo dia de sua estreia na Seleção. Naquele 7 de julho de 1957, os brasileiros enfrentaram a Argentina em um amistoso no Maracanã.

Naquele confronto, o 'Rei', hoje com 82 anos, entrou no segundo tempo e empatou o duelo, que terminou com a vitória dos argentinos por 2 a 1.

Pelé fez seu último jogo pela Seleção no dia 18 de julho de 1971, no empate em 2 a 2 com a Iugoslávia, também no Maracanã.

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