Nino é eternizado nas Laranjeiras após conquista do primeiro ouro olímpico de futebol do Fluminense

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Primeiro campeão olímpico da história do Fluminense, o zagueiro Nino foi homenageado pelo clube e eternizado na sala de troféus das Laranjeiras. Em cerimônia na sede social na última segunda-feira, o jogador, além do preparador físico Marcos Seixas e do médico Marco Azizi, que estavam na comissão técnica em Tóquio, receberam placas do presidente Mário Bittencourt.

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Um pôster do defensor também foi acrescentado à galeria de atletas que fizeram história pelo Tricolor. Além de Nino, o Fluminense teve Afrânio Costa, do tiro esportivo, com a primeira medalha do Brasil em uma Olimpíada, em 1920, Guilherme Paraense, também do tiro esportivo, com o ouro na mesma edição. No futebol, Thiago Silva e Thiago Neves foram medalhistas de bronze nas Olimpíadas de Pequim, na China, em 2008.

- É uma honra indescritível estar aqui e viver este momento. É difícil até encontrar as palavras. Cheguei ao clube em 2019 e posso dizer que tenho vivido muito mais do que um dia eu sonhei. Eu já era um menino sonhador e já realizado por estar jogando aqui, em um time onde desde pequeno eu sonhei estar. O Fluminense também me deu a oportunidade de chegar à seleção brasileira, disputar os Jogos Olímpicos e de conquistar esse ouro. Fico muito honrado de estar na memória do clube a partir de hoje. E vocês podem ter certeza de que o Fluminense sempre estará na minha memória também - disse o jogador, titular da Seleção na campanha.

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Nino - sala de troféus do Fluminense
Nino - sala de troféus do Fluminense

Foto de Nino entrou em painel da sala de troféus (Foto: Mailson Santana/Fluminense FC)

Os outros homenageados também se emocionaram ao falar sobre a placa e o feito. Marcos Seixas já havia estado na delegação que conquistou o ouro no Rio de Janeiro, em 2016. Médico do clube desde 2006 e coordenador do departamento nas categorias de base desde 2010, Marco Azizi também exaltou o momento.

- Eu devo muito ao Fluminense. Sou um profissional formado no clube. Comecei como estagiário há mais de 20 anos. E como um clube que forma jogadores, também me formou como profissional. Tenho muita gratidão por esta instituição. Aqui eu aprendi muitos valores e princípios e me formei o profissional que sou hoje. Este é um clube diferente, que tenho muito orgulho de trabalhar, e fazer parte e ter amigos. Tenho certeza que quero estar em outras fotos nesta sala de troféus com novas conquistas - disse Seixas.

- A gente tem sonhos na vida. Mas nem nos meus melhores sonhos eu poderia imaginar que um dia estaria aqui. Eu estava olhando as fotos aqui na sala, vendo o Rivellino, e me lembrei da minha época de torcedor de arquibancada, quando eu assistia ao Fluminense lá de cima, com seis ou sete anos, e eu jamais poderia imaginar que um dia seria médico do clube pelo qual eu sempre torci. E chegar à seleção brasileira é só um degrau a mais por estar no clube. Se não fosse pelo Fluminense, eu jamais teria tido essa oportunidade - afirmou Azizi.

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