Nike passa por 'revolução silenciosa' de olho no futuro da tecnologia

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Foto: Jonathan Bachman/Getty Images
Foto: Jonathan Bachman/Getty Images

Na Nike, as unidades de negócios digitais e direcionados ao consumidor, caminham de mãos dadas formando uma espécie de “revolução silenciosa”. E a tecnologia é a aposta da empresa para se reinventar e fazer sucesso no futuro.

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Heidi O’Neill, presidente da Nike Direct, conversou com o Yahoo Finance sobre a “ofensiva direcionada ao consumidor” da marca, a maneira pela qual a companhia está alavancando os dados dos consumidores para servi-los, e sobre seus planos para 2020.

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“Os consumidores querem um relacionamento com a Nike. Eles têm certeza de que, se nos fornecerem informações, poderemos melhorar suas vidas”, disse ela. “Nós usamos os dados para ajudar os consumidores a correr melhor, a encontrar algo que sirva melhor, a obter um produto melhor e um serviço melhor. Nossos dados são aplicados ativamente para criar experiências melhores para os consumidores”.

Resultados financeiros mostram que o relacionamento que a Nike está desenvolvendo com seus membros por meio de seus canais digitais está dando resultado. No primeiro trimestre deste ano fiscal, as vendas digitais da Nike cresceram 42%.

Investir em tecnologia também é uma grande parte do impulso digital da marca. Em maio, a companhia anunciou o Nike Fit - uma nova tecnologia de escaneamento que usa visão computacional, ciência de dados, machine learning, inteligência artificial e algoritmos, para ajudar seus consumidores a encontrar o melhor calçado para os seus pés. A Nike afirma que, em média, 60% das pessoas andam por aí com o tamanho errado de sapato.

Nike Fit —NIKE
Nike Fit —NIKE

O’Neill disse que o projeto não começou com a tecnologia, mas sim com o consumidor.

“Queríamos resolver um dos principais desafios do setor, que é encontrar o modelo perfeito para cada um e poder fazer isso na compra online e na loja. Usamos programação 360°, visão computacional e machine learning para chegar lá, mas não começamos com a tecnologia. Começamos com o atrito dos consumidores e resolvemos um grande problema”.

O’Neill afirma que o Nike Fit será expandido para outros tipos de produtos em 2020, com o objetivo de “continuar resolvendo os desafios de ajustes para os consumidores”.

A Nike também vem nutrindo um relacionamento com a Alibaba, gigante do e-commerce chinês. A empresa não apenas participou, mas também teve resultados muito expressivos nas vendas do varejista chinês no chamado Dia dos Solteiros, em 11 de novembro, data conhecida como “Black Friday chinesa”.

“A Nike superou o ano passado às 7h da manhã de 11 de novembro. Eu acho que algo que podemos tirar deste 11/11 que pode separá-lo do passado é que realmente vimos uma jogada baseada no uso simultâneo e interligado de diversos canais da Nike”, disse O'Neill.

“Não foi um canal ou uma plataforma. Foram todos. Foi a Nike.com, o nosso aplicativo e as nossas lojas. As plataformas da Nike arrasaram e cresceram 70%”.

Entre os próximos passos da companhia, O'Neill citou o lançamento, na primavera do hemisfério norte de 2020, da terceira loja ‘Casa de Inovação’ da Nike, em Paris. A nova “flagship” vai se unir às outras duas unidades localizadas em Nova York e Xangai.

Reggie Wade

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