Nice-OM voltará a ser disputado em campo neutro e com portões fechados após confusão

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Briga generalizada entre jogadores e torcedores durante a partida Nice-OM, em 22 de agosto de 2021 em Nice (AFP/Valery HACHE)

A Comissão Disciplinar da Liga Francesa de Futebol Profissional (LFP) decidiu nesta quarta-feira que o jogo Nice-Olympique de Marselha, que foi interrompido no dia 22 de agosto por graves incidentes, deve ser repetido em campo neutro e com portões fechados.

A mesma Comissão puniu o Nice, que foi o anfitrião na partida, com a retirada de dois pontos na tabela, um deles sem cumprimento por enquanto, salvo por reincidência.

O zagueiro espanhol do OM, Álvaro González, que lançou bolas na direção da torcida do Nice, foi suspenso por dois jogos e Dimitri Payet, outro jogador do Marselha, foi sancionado por um jogo, com adiamento do cumprimento da punição.

O jogo entre as duas equipas do sul da França, correspondente à terceira rodada da Ligue 1, foi interrompido aos 75 minutos, quando Payet se preparava para cobrar um escanteio, e virou alvo dos 'ultras' (membros de torcidas organizadas) do Nice. Atingido nas costas por uma garrafa plástica de água, o jogador jogou o objeto de volta na direção do público.

Em seguida, dezenas de torcedores do Nice invadiram o campo, provocando um confronto generalizado entre torcedores, integrantes das duas equipes e membros da comissão técnica dos dois clubes.

Pablo Fernández, um dos assistentes do técnico argentino do Olympique de Marselha Jorge Sampaoli, também foi suspenso até o final da temporada por dar um soco em um torcedor do Nice que havia entrado em campo.

A Comissão Disciplinar da LFP também puniu o Nice com três jogos que terão que ser realizados com portões fechados. Um deles será o que terá que disputar de novo contra o OM e outro já foi cumprido, contra o Bordeaux, por uma medida temporária.

O OM, que estuda um possível recurso, protestou contra a suspensão de Payet e Gonzalez. "Estamos extremamente chocados com as sanções que foram tomadas contra Alvaro e até mesmo Payet", disse o diretor de comunicações do clube, Jacques Cardoze, à AFP na noite desta quarta-feira.

"Temos a impressão de que era preciso um bode expiatório do lado do OM e que foi ele o escolhido. É a violência que deve ser condenada, não os jogadores em campo", acrescentou.

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