Neymar marca, mas não cumpre promessa a Bolsonaro

Neymar comemora seu primeiro gol na Copa do Mundo. Foto: PABLO PORCIUNCULA/AFP via Getty Images
Neymar comemora seu primeiro gol na Copa do Mundo. Foto: PABLO PORCIUNCULA/AFP via Getty Images

Retornando de lesão, Neymar marcou seu primeiro gol na Copa do Mundo do Catar, de pênalti. Além do gol chamou a atenção a comemoração do jogador, pois Neymar havia feito uma promessa antes mesmo de ser convocado por Tite a ir para o mundial.

Durante a campanha eleitoral no Brasil, Neymar havia prometido ao candidato Jair Bolsonaro que comemoraria seu primeiro gol na Copa fazendo o número 22 com as mãos, que foi usado por Bolsonaro durante o pleito.

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Em uma live realizada em outubro, antes do segundo turno das eleições presidenciais, Neymar disse que Jair Bolsonaro o havia ajudado durante o “pior momento de sua vida”, e que em retribuição quando marcasse seu primeiro gol no Catar faria o número do candidato a presidente e ainda gritaria um bordão muito utilizado pelo político. A "Superlive" foi feita para promover a campanha do candidato, que acabou derrotado nas eleições.

Em jogo contra a Coreia do Sul, válido pelas oitavas-de-final da Copa do Catar, Neymar finalmente marcou seu primeiro gol na competição, após perder duas partidas por lesão. De pênalti o atacante da seleção marcou, porém a comemoração foi a de sempre, uma careta. Neymar ainda correu para abraçar o companheiro Alex Telles, que está fora da Copa por uma lesão no joelho e assistia o jogo das arquibancadas.

Caso fizesse a comemoração prometida à Jair Bolsonaro, além de causar nova onda de críticas de muitos torcedores brasileiros, o jogador poderia ser punido pela FIFA, pois manifestações políticas não são permitidas.

O artigo 33 do regulamento da Copa do Mundo, em seu parágrafo 3º afirma: "A exibição de mensagem política, religiosa ou pessoa ou slogans de qualquer natureza ou linguagem ou forma por jogadores e oficiais (árbitros ou técnicos) é proibido. A regra do futebol, em seu artigo 4º, também tem veto a mensagens políticas religiosas ou pessoais.