Neymar, do céu ao inferno em seis semanas

Do céu ao inferno. Do protagonista da maior virada da história da Copa da Europa e da aproximação da Bola de Ouro depois da sua grande exibição, ao colapso após dar adeus a outra Champions League, pela segunda vez consecutiva nas quartas de final, além da obrigação de assistir ao "El Clásico" pela televisão.

A imagem de Neymar deixando o campo chorando inconsolável deu a volta ao mundo. A derrota doeu como se fosse uma punhalada, com o brasileiro tendo o conhecimento de que sua forma o deixava entre os melhores do mundo e que ele perdeu mais uma vez outra oportunidade de ser campeão da Europa. Seu desempenho contra a Juventus não lembrava em nada a noite memorável que teve contra o PSG. Com Daniel Alves e Cuadrado na sua cola - quase sempre foi dois contra um -, em nenhum momento deixou de pedir a bola. E ainda viu um cartão amarelo que o tira do primeiro jogo da fase de grupos da próxima temporada.


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Seu momento era mais do que doce, embora a partida estivesse perdida em Riazor após a virada sobre o PSG. Embalado, com assistências e gols, Neymar estava à espera do jogo crucial contra a Juventus pela Champions League até que ele encontrou o Malaga. Sua entrada em Diego Llorente e na sequência o aplauso ao quarto árbitro lhe rendeu uma pena de três partidas. Desta forma, após perder o confronto contra o Real Sociedad no último final de semana, ele também não participará da decisão contra o Real Madrid.


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Além de não estar presente no Santiago Bernabéu, a menos que o recurso do Barcelona seja atendido, Neymar também não estará em campo na próxima quarta-feira (26), contra o Osasuna. Desta forma, ele ficará 10 dias sem pisar em um campo. 

Seu retorno será apenas no dia 29 de abril, contra o Espanyol. Uma parada no momento decisivo da temporada. Dias ruins para o brasileiro, que deixou o céu para o seu inferno particular em seis semanas.