Neymar admite querer atuar na Inglaterra em longo prazo. Mas em qual clube ele se encaixaria?

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Se você tem costume de jogar futebol no videogame, invariavelmente já deve ter se perguntado como seria se Neymar fosse para algum clube inglês. E claro, até pode tê-lo contratado no seu time para ver como se sairia no mundo virtual. Acontece que, pelo menos para o craque brasileiro, isso não está muito longe de acontecer nos planos que ele tem para a sua carreira. A questão é: onde Neymar jogaria se fosse para a Premier League.

Calma, calma, não é só mais uma especulação barata para caçar cliques. O próprio Neymar admitiu em entrevista ao jornal “The Sun” que planeja se juntar aos talentos do futebol inglês. Além disso, o atleta do Barcelona confessou que admira muito o estilo dos clubes ingleses e que considera que o campeão é sempre uma surpresa.

Partindo desse princípio de que há um interesse do jogador, qualquer um dos cinco grandes poderia contar com Neymar em sua linha de ataque no futuro. Chelsea, Manchester United, Liverpool, Manchester City e Arsenal, em hipóteses otimistas. E se for pela proposta de jogo, talvez o Tottenham seja mais adequado. Fato é que em todos eles, Neymar seria titular com tranquilidade.

Se Gabriel Jesus, com a pouca idade e a nula experiência internacional já estourou desse jeito no City com Guardiola, o que seria então Neymar na Liga? Além de marcar com frequência, ele poderia ser um garçom para o centroavante ao seu lado, ou mesmo um goleador de fina estirpe como Ibrahimovic.

Chelsea?

Neste caso, precisamos também considerar a adaptação. Que também complicaria um pouco a vida de Neymar, mas nada que fosse atrapalhar seriamente o seu jogo. Craque que é craque, se encaixa em qualquer lugar. Vamos supor que ele vá para o Chelsea. Que faça com Diego Costa uma dupla explosiva e agressiva na área. Além de levar aos Blues uma característica apenas explorada por Willian e Hazard, Neymar poderia ser mais uma fonte de gols para o eficiente esquadrão de Antonio Conte. Isto é, se Diego Costa não tiver ido embora para a China.

Manchester United?

José Mourinho ganha mais uma estrela para a sua companhia. O time já é repleto delas e Ibrahimovic continua sendo o regente de um ataque feroz. Ao lado do sueco, Neymar teria um pouco mais de liberdade criativa para bagunçar as defesas adversárias pelas pontas. E se olhasse para a área, veria Ibra pedindo uma bola para cabeceio ou finalização pelo chão. Seria uma das parcerias mais perigosas do mundo. Ainda mais recebendo bolas de Pogba e Mata.

Manchester City?

Pep Guardiola tem seus desejos atendidos quando o City se desfaz de Agüero e traz Neymar. Até mesmo porque, seria estupidez contar com ambos no mesmo time e ainda ter Gabriel Jesus no banco. A dupla brasileira que dá show na Seleção dá o tom na linha de frente dos Citizens e tem média de dois gols por partida, isso em dias sem tanta inspiração. A sintonia aqui é fina, ambos estão confortáveis e conhecem o estilo do parceiro. Tite sorri.

Liverpool?

Jürgen Klopp finalmente consegue o super craque que queria para os seus planos de título na Inglaterra. Sedento para tirar os Reds da fila na Inglaterra, o alemão escala Coutinho, Mané e Neymar na linha de frente. O atacante vindo do Barça é a referência em gols e também pode ser muito mais útil se jogar perto de Coutinho. De longe, o Liverpool é letal nos arremates e faltas. De perto, é ainda mais eficiente com os dribles curtos e o tempo de bola de Neymar. Mané completa o trio com muita velocidade e facilidade para se enfiar em espaços deixados pela defesa. Klopp acorda de seu lindo sonho e sai dançando pelo quarto, tamanha felicidade em ter projetado estes acontecimentos.

Arsenal?

Nem Neymar daria jeito. Arsène Wenger é muito pressionado pela torcida e pela imprensa, mas só sai se quiser do comando do clube. Uma das contratações mais ousadas do francês em duas décadas de trabalho é Neymar, que chega para ser o novo Bergkamp dos Gunners. Alexis Sánchez deixa a equipe e volta ao futebol espanhol, abrindo vaga para o protagonista da equipe. Finalmente Özil tem alguém interessado em fazer dos seus passes uma obra de arte completa com a bola na rede. E Giroud não pode reclamar mais que a assistência não chegou do jeito correto. Neymar tira um pouco da pressão dos ombros de Wenger, mas é preciso muito mais que isso para voltar a ser campeão. O terceiro lugar na Premier League e a eliminação nas oitavas de final da Champions para o Bayern irritam os Gunners mais exigentes.

Tottenham?

Mauricio Pocchettino cansou de tirar leite de pedra. Cobrado por não ter nenhum título e mesmo assim ter colocado o Tottenham de volta ao cenário dos postulantes à Premier League, o argentino ganha uma surpresa: Neymar é o seu novo jogador de ataque. Chorando de alegria, o técnico vai projetar suas táticas para acolher o brasileiro e tem uma dúvida: manter o esquema atual ou priorizar um meio-campo com dois armadores (Alli e Eriksen) e uma dupla infernal entre Kane e Neymar? Na dúvida, ele aposta todas as fichas no quarteto KANE (Kane, Alli, Neymar e Eriksen), uma homenagem da fanática torcida ao maior atacante que já passou pelo clube. “Neymar é bom, e tal, mas não marca tantos gols quanto Kane”, teria dito um fanático dos Spurs após o 30º gol de Harry na liga.