'Nerf' da Krieg e Galil/FAMAS de volta: mudanças no meta do CS?

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Equipes brasileiras já estão se acostumando com as mudanças (Saymon Sampaio/BBL)
Equipes brasileiras já estão se acostumando com as mudanças (Saymon Sampaio/BBL)

Por Abner Bento, @abnerbento

Diferente de outros esports como League of Legends, o chamado “meta”, padrão comum utilizado em contexto profissional do Counter-Strike Global Offensive acaba sendo bem mais conservador e com mudanças que demoram bastante a acontecer. Na última semana, a Valve lançou uma atualização relevante, aumentou o preço da SG-553, também conhecida como “Krieg”, além de reduzir o preço da Galil e FAMAS em $200.

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Sobre as mudanças e os possíveis impactos da arma mais comentada na comunidade nos últimos tempos, o Yahoo Esportes conversou com Leon "Ryotz" Felipe, jogador profissional da W7M Gaming, o narrador e coordenador de esports da Gamers Club Pablo “xrm” Oliveira e o analista Guilherme “spacca” Spacca.

Na opinião de ryotzz, a mudança deveria ser mais na mecânica da arma do que no preço, única característica ajustada na atualização.

“Acredito que mesmo após o update o nerf não tenha sido suficiente, a arma continua sendo "OP", gostaria de um nerf na precisão da arma ou talvez no firerate dela. Vamos voltar a ver um pouco mais de AK, mas pra times que estão dominando o half economicamente ainda vão dar preferência pra Krieg”, garantiu.

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Para xrm, a mudança foi um pouco decepcionante. Na visão do narrador, a mudança vai interferir pouca coisa no cenário competitivo.

“Foi uma mudança muito abaixo do que esperávamos. Todo mundo esperava um nerf e isso foi apenas um aumento no preço, acho que não vai ter um impacto significativo no meta. Talvez nos primeiros rounds isso possa mudar um pouco, mas no meio da partida não faz diferença. Principalmente se falarmos da arma sem scope, é um absurdo ela ser tão boa com ou sem a mira”, completou.

Após uma semana de atualização, Spacca garante que não conseguiu ver impacto algum da mudança nos campeonatos disputados nesse período. A respeito da mudança na Galil e FAMAS, o analista prevê um pouco mais impacto.

“Gostei muito desse resgate, armas que historicamente no 1.6 foram muito boas. Do lado CT, não existia uma arma na faixa de preço de $2000 e potente igual a FAMAS. Com a melhora do spray, fica mais fácil de combater uma SG a curta distância, esse era um problema que os CT’s enfrentavam. Na Galil, os TR’s não precisam mais forçar uma Desert Eagle no segundo. Nos primeiros rounds do jogo vai ter um grande impacto”, finalizou.

As armas até então subutilizadas no contexto competitivo, agora devem retornar nos rounds iniciais, como prevê ryotzz.

“Com certeza vai aumentar o uso das duas armas, que eram bem esquecidas, até porque realmente eram pouco viáveis. Agora elas estão melhores e mais baratas, sendo uma forma de ter um round anti eco mais forte, principalmente no lado CT, onde quase sempre se dava preferência a ter uma UMP/mp9 + utilitários”, finalizou.

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