Coronavírus: Exonerado por Teich, ex-funcionário diz que há "intervenção fardada" e alerta para inexperiência no Ministério

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Foto: Andressa Anholete/Getty Images
Foto: Andressa Anholete/Getty Images

A substituição de funcionários do Ministério da Saúde por militares, realizada pelo ministro Nelson Teich, tem sido vista com surpresa pelos chamados “técnicos” da pasta, que veem uma espécie de “intervenção fardada” no órgão, em meio à pandemia do novo coronavírus, que já vitimou mais de nove mil pessoas no Brasil.

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Em entrevista à Folha de S.Paulo, Francisco Bernd, exonerado por Teich, afirmou nunca ter presenciado “uma mudança tão drástica”, com a chegada de pessoas tão “estranhas à saúde”. Bernd era funcionário do órgão desde 1985.

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A preocupação de Bernd é com a falta de experiência completa dos novos membros do Ministério da Saúde.

“Os militares que chegam não têm absolutamente nenhuma experiência histórica na Saúde. O próprio Teich não tem experiência em gestão pública", afirma Bernd, em entrevista ao jornal.

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O agora ex-funcionário também reagiu à declaração de Teich sobre os militares realizarem “uma coisa organizada”.

“A crise então é por culpa de desorganização do ministério?", questiona Bernd, que era diretor de programa na secretaria-executiva da Saude. Quem assume seu posto no momento é o coronel Jorge Luiz Kormann.

Bernd diz torcer pelo sucesso da gestão Teich, bem como dos militares, mas prevê dificuldades.

“Como vão administrar a engrenagem dos repasses para estados e municípios? Como vão lidar com o planejamento do orçamento e com as compras chegando agora?", questiona Bernd, que já foi secretário-adjunto de Saúde no Rio Grande do Sul.

Diante da repercussão de suas trocas, Teich afirmou que a substituição não será definitiva. Segundo ele, conforme a normalidade for retornando, os militares voltarão aos seus lugares e pessoas não militares serão recolocadas nos cargos.

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