Negociação com árabes por naming rights é vista com descrença até no Corinthians

Jorge Nicola
Timão tenta parceiro para comprar nome da arena desde 2013 (Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

Presidente, diretores, departamento de marketing… ninguém no Corinthians acredita na possibilidade de as conversas preliminares com a Qatar Airways se transformarem em um acordo pela venda dos naming rights da arena em Itaquera.  Muito menos pelo valor especulado de R$ 400 milhões.

A descrença se dá pela lentidão nas negociações e pela dificuldade em tratar com os responsáveis pela companhia aérea. “Tudo tem de passar por um senhor chamado Francesco. E aí a conversa anda a passos muito lentos”, revela um dirigente alvinegro.

Francesco Arruda é empresário, tem 44 anos e, de fato, possui boa relação com donos de grandes empresas no mundo árabe. Foi ele, por exemplo, quem intermediou as longas negociações com a Emirates – Andrés Sanchez chegou a viajar três vezes para o Catar para tratar dos naming rights. Andrés e Francesco são amigos de longa data.

Em setembro do ano passado, o Corinthians enviou uma apresentação sobre a arena, com vídeos e informações, para os árabes. Especulou-se até a realização de uma reunião com a diretoria da Qatar Airways no fim de outubro, no Catar, mas ela não saiu do papel.

Procurado pelo Blog, o presidente Roberto Andrade demonstrou ceticismo. “Desconheço qualquer possibilidade”, resumiu.

A venda dos naming rights é fundamental para ajudar o Corinthians a pagar a conta do estádio. Em 17 de fevereiro, o Blog revelou que o clube já havia tirado mais de R$ 20 milhões de seus cofres para cobrir prejuízos da arena. A queda na arrecadação com bilheteria, a dificuldade em negociar camarotes e cativas e problemas na venda dos CIDs ajudam a explicar a preocupação que existe em relação ao pagamento da casa alvinegra.

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