Negociações passadas tornam-se reforços do Palmeiras em temporada com poucas contratações

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Desde o início de 2020, o Palmeiras vem adotando uma postura mais conservadora no mercado da bola para frear uma possível crise financeira e controlar o fluxo de caixa do clube. Na atual temporada, o Verdão realizou apenas a contratação de Danilo Barbosa, por empréstimo. Os demais reforços para o ano são antigos conhecidos da torcida; até o momento Deyverson, Dudu, Pedrão e Borja estão confirmados, e Matheus Fernandes pode acertar em breve.

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À exceção de Dudu, que brilhou em sua passagem de cinco anos pelo Maior Campeão Nacional, os outros atletas ainda não conseguiram se provar com a camisa alviverde. Diferentemente dos dois centroavantes, que não desempenharam o que lhes era esperado, Pedrão e Matheus Fernandes pouco jogaram enquanto estiveram no elenco. De qualquer maneira, todos passam de negócios não resolvidos para soluções ao time de Abel.

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DEYVERSON

O primeiro da lista, o atacante com apelido de "Menino Maluquinho", foi contratado pelo Palmeiras em 2017, por 5 milhões de euros (R$ 18 milhões à época) junto ao Alavés, Espanha. Depois de um início ruim, Deyverson brilhou em 2018 na campanha do decacampeonato e ficou próximo de ser negociado quando estava em alta. Contudo, teve sua venda ao futebol chinês barrada por Felipão, treinador da equipe na época.

O atacante foi reintegrado ao clube recentemente após o fim de seu segundo empréstimo ao futebol espanhol, dessa vez passando, de novo, pelo Alavés - antes havia sido emprestado ao Getafe. Escalado como titular por Abel já em quatro oportunidades, Deyverson é mais uma opção de ataque para o Verdão e já marcou dois gols.

DUDU E PEDRÃO

Dudu e Pedrão, por sua vez, vivem situações semelhantes entre si. O ídolo da torcida palestrina acertou um empréstimo com opção de compra com o Al-Duhail, do Catar, no meio do ano passado e não teve a compra confirmada dentro do prazo. Com isso, ele voltou a pertencer ao Palmeiras a partir desta quinta-feira (1), data do encerramento do contrato com o clube catari, e já iniciou os trabalhos na Academia de Futebol.

A Cria da Academia, por sua vez, estava emprestado ao Nacional, de Portugal, também desde a metade do último ano. Sem Alan Empereur, a comissão técnica avaliou que seria importante contar com o defensor no plantel. Desse modo, apesar do interesse do time português em comprá-lo, o Alviverde decidiu repatriá-lo e, assim, ele também se reapresentou anteontem e fez trabalhos físicos nas instalações do clube.

Na manhã da última sexta-feira (2), o Palmeiras conseguiu, junto à FIFA, uma liberação imediata para a reestreia dos dois jogadores. Apesar de já estarem treinando na Academia, os dois só poderiam ser inscritos no mês de agosto, na reabertura da janela internacional. Entretanto, na manhã dessa sexta-feira (02), o departamento jurídico do Verdão conseguiu reverter essa situação fazendo com que eles estejam à disposição de Abel.

BORJA

Enquanto isso, Miguel Borja, a contratação mais cara da história do Palmeiras, aguarda o fim da participação da Colômbia na Copa América para voltar ao time. Contratado em 2017 por 10,5 milhões de dólares (cerca de R$ 33 milhões na cotação da época), o atacante não correspondeu às expectativas no Verdão. Ainda assim, conseguiu se tornar o segundo maior artilheiro do Alviverde na história da Libertadores.

O colombiano viveu um período de incertezas antes de ter seu retorno confirmado, já que o Junior Barranquilla, equipe a qual estava emprestado, sinalizou que compraria os direitos do jogador, mas desistiu na última hora com outros planos para a posição. Sendo assim, Borja retorna ao Palmeiras, porém, só poderá estrear a partir do primeiro dia de agosto, uma vez que a diretoria não pretende solicitar sua liberação prévia - caso de Dudu e Pedrão.

MATHEUS FERNANDES

Por fim, o meio-campista Matheus Fernandes ainda tem seu futuro incerto, embora o Alviverde esteja próximo de acertar seu retorno. O atleta que deixou o Barcelona nesta semana após rescisão contratual negocia com o Verdão. Segundo apurou o NOSSO PALESTRA, o negócio andou e existe a expectativa de um desfecho positivo.

O volante chegou ao Palmeiras em 2019 e não conseguiu ter sequência na equipe. Com isso, foi vendido no início de 2020 ao Barcelona, por 7 milhões de euros (R$32 milhões), mas fez apenas um jogo pelo clube. Agora, pode ser mais um reforço "caseiro" para uma temporada de poucas contratações.

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