Negar méritos a Abel Braga em arrancada fulminante do Inter é fechar os olhos para a realidade

Fabio Utz
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Em conversa com amigos, quando da escolha do Inter em contratar Abel Braga para a vaga de Eduardo Coudet, disse assim: "não dou dois jogos para ele estragar o time". Pois eu errei. E errei feio.

O Colorado, que agora lidera o Campeonato Brasileiro e só depende de si para ser campeão, mostrou, com o novo comandante, virtudes, para mim, inesperadas. E isso é mérito do profissional que está à beira do gramado. Sob um discurso absolutamente "pés no chão", não se pode nem dizer que o clube "comeu pelas beiradas", uma vez que passou a atropelar todos os que passam à sua frente.

Alexandre Schneider/Getty Images
Alexandre Schneider/Getty Images

Não estou aqui afirmando que o Inter é a melhor equipe do Brasil, que tem o plantel mais qualificado, que vai levantar a taça. Mas é fato que Abel deu ao time algo que lhe faltava: consistência e sabedoria para lidar com adversidades. O Colorado não fez sempre ótimas partidas. Em alguns momentos, sofreu pressão e se viu em dificuldades. Só que é justamente aí que entra a mão do treinador. Ele soube posicionar sua defesa, deu função tática a laterais que pareciam fadados ao fracasso e montou uma saída ao ataque que é quase mortal.

Obviamente, contou com a subida de produção de nomes como Cuesta e Edenilson, mas também soube tirar ainda mais de Patrick e, apostar, na hora certa, em jovens que sequer tinham espaço antes da sua chegada. Abelão nunca foi e nunca será o técnico da minha preferência. Mas negar que é ele o "cabeça" desta retomada é fechar os olhos para a realidade.

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