Conmebol pede à Fifa que Copa do Mundo de 2022 já tenha 48 seleções

EFE

Buenos Aires, 12 abr (EFE).- A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) solicitou nesta quinta-feira em seu Congresso Ordinário que a Copa do Mundo Catar 2022 já tenha 48 seleções, algo que estava previsto para o Mundial de 2026.

"Como nós acreditamos e porque queremos fazer justiça, quero entregar uma carta de solicitação assinada pelos dez países da Conmebol para que o Mundial de 2022 já seja disputado com 48 equipes", disse o presidente da Conmebol, o paraguaio Alejandro Domínguez.

O dirigente também insistiu que a Fifa deveria escolher a candidatura conjunta de Argentina, Uruguai e Paraguai para sediar a Copa do Mundo de 2030.

"Estamos nos antecipando a todos e estamos pedindo que o Mundial volte à sua casa quando completar 100 anos", afirmou Domínguez.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, considerou que a "solidariedade e a união" que existe na Conmebol é "excepcional" e que isso vai "fortalecer o futebol sul-americano e o futebol mundial".

"Quero parabenizar a todos na Conmebol pelo grande trabalho e por fortalecer uma das confederações mais importantes. É um grande prazer e uma honra estar na América do Sul. A América do Sul é a paixão, o coração do futebol", acrescentou Infantino.

Antes de começar o Congresso, realizado em um hotel de Buenos Aires, a Conmebol entregou sua máxima condecoração ao presidente da Argentina, Mauricio Macri, por sua contribuição ao futebol sul-americano como presidente da Boca Juniors (1995-2008).

Macri recebeu a Ordem da Honra do Futebol Sul-Smericano em grau de Grande Colar Extraordinário por seu "exemplo de vontade, dedicação, suporte e contribuição ao desenvolvimento do futebol argentino e sul-americano".

O Congresso é a máxima autoridade da Conmebol e se reúne ordinariamente a cada dois anos para considerar a memória e o balanço geral do ano anterior, o orçamento de despesas e recursos para o ano seguinte, assuntos incluídos pelo comitê executivo na ordem do dia, o relatório da comissão de finanças e o dos representantes da Confederação na Fifa. EFE


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