Nascida na Argentina, rainha da Holanda torcerá contra país natal na Copa do Mundo

Rainha Máxima, da Holanda, nasceu em Buenos Aires, na Argentina (Foto: EFE/EPA/Robin van Lonkhuijsen)


A rainha Máxima da Holanda torcerá pela seleção laranja no jogo das quartas de final da Copa do Mundo do Qatar contra a Argentina, país natal da monarca, segundo garantiu nesta segunda-feira um porta-voz do Serviço de Informações do governo holandês (RVD).

- Como holandesa e rainha da Holanda, irá torcer pela Holanda - afirmou o porta-voz ao jornal holandês “De Telegraaf”, que repassou a pergunta ao RVD antes do jogo marcado para a próxima sexta-feira.

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Máxima, nascida em Buenos Aires, adquiriu a nacionalidade holandesa por meio de processo acelerado em abril de 2001, um mês antes de se casar com o então príncipe herdeiro Willem-Alexander. Ambos se tornaram reis da Holanda em 2013, após a abdicação da rainha Beatrix.

No entanto, a dupla nacionalidade de Máxima sempre foi uma fonte de discórdia na Holanda, especialmente entre os políticos de direita, mas a lei argentina não permite que a rainha renuncie à sua nacionalidade de nascimento, razão pela qual mantém ambas.

Esta não é a primeira vez desde que Máxima é rainha da Holanda que a seleção holandesa enfrenta os argentinos em uma Copa do Mundo, uma vez que o mesmo duelo aconteceu em 2014, quando empataram em 0 a 0 nas semifinais antes de a Argentina vencer por 4 a 2 nos pênaltis.

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Diante da polêmica pelo fato de o Qatar sediar a Copa do Mundo de 2022 e das críticas às violações de direitos humanos no país, o rei e a rainha da Holanda não viajaram a Doha para torcer pela seleção, e também não está claro se os monarcas aceitariam ir até lá no caso hipotético de o time comandado por Louis Van Gaal chegar à final.