'Não olhe para nós procurando o fim da desigualdade', diz Paulo Guedes

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Foto: AP/Silvia Izquierdo
Foto: AP/Silvia Izquierdo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou nesta quinta-feira (19) as críticas dirigidas ao governo federal por conta do crescimento da desigualdade social no Brasil. “Não olhe para nós procurando o fim da desigualdade social”, disse.

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Segundo ele, o governo ainda está focado em ajustes fiscais, mas programas de seguridade social estão a caminho. “Nos dê um tempinho. Nossa tentativa é diferente. Eles [programas sociais] virão, eles estão sendo elaborados”, disse o ministro em entrevista ao canal GloboNews nesta quinta-feira (19).

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Guedes afirmou que o objetivo do governo é mudar o modelo econômico do Brasil para um com “juros baixos e câmbio um pouco mais alto”, e menos intervenção do Estado na economia. O ministro ainda comparou o modelo intervencionista ao de países autoritários.

“Será que vocês precisam de um ditador? Vamos trazer o Fidel [Castro, ex-ditador de Cuba] que ele resolve o problema da desigualdade”, ironizou.

A diferença entre os rendimentos obtidos pelo 1% mais rico e dos 50% mais pobres no ano passado é recorde na série histórica da PNADC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua) do IBGE, iniciada em 2012.

De 2017 para 2018, por exemplo, o ganho dos 10% mais pobres caiu 3,2% (para R$ 153 em média) enquanto o do 1% mais rico aumento 8,4% (para R$ 27.774). No topo, o rendimento médio foi de R$ 27.744; na metade mais pobre, de R$ 820.

Na mesma entrevista, Guedes comemorou os resultados do governo em 2019, como a reforma da previdência - “a mídia abraçou a agenda econômica, nós vimos a população nas ruas em apoio” - e disse que o ano foi “difícil, mas produtivo”.

“Estamos terminando o ano bem melhor do que começamos”, disse o ministro. “Está todo mundo abraçado nas reformas, tudo encaminhado.”

Com informações do UOL.

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