Não arrume mais desculpas: encare suas dívidas em 2020

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Economizar dinheiro é a meta mais popular entre os brasileiros para 2020, mas muitos estão endividados
Economizar dinheiro é a meta mais popular entre os brasileiros para 2020, mas muitos estão endividados

Guardar dinheiro é a principal meta financeira dos brasileiros para 2020, segundo mostrou pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgada neste início de ano. O resultado é muito bom, principalmente levando em conta que quase metade dos brasileiros (49%) compartilha do mesmo objetivo. O quê fazer, então? De forma prática, qual o melhor caminho para finalmente se livrar das dívidas e sair de 2020 no azul, já pensando em metas mais ousadas para os próximos anos?

O que pega aqui é que muitos desses brasileiros estão endividados. Principalmente, nesse início de ano, quando aparecem inúmeras contas para pagar, fica um pouco complicado se organizar para sair do vermelho e ainda pensar nos próximos passos de poupar e investir.

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Assim como nas dietas, não existe receita que sirva para todo mundo. Afinal de contas, cada pessoa tem seu comportamento específico e também uma arrecadação que permitirá sair dessa situação. O que observo, no geral, é que a maioria das pessoas que se encontram endividadas não têm muita familiaridade com a matemática e possui uma desorganização “crônica”. Chato dizer, mas, nessas horas, é preciso ser sincero.

Comece por aí: seja sincero com você mesmo. Pegue um papel e caneta e anote, uma a uma, quais são as suas dívidas. O valor, onde estão alocadas, os juros e outras informações importantes sobre como quitá-las. Não deixe nada para trás. Uma questão importante são as consequências ou as penalidades do não pagamento de uma dívida. Pense, por exemplo, num motorista de aplicativo que financiou o carro. Como instrumento de trabalho de onde essa pessoa tira sua renda, essa será uma dívida que terá mais prioridade que outras, caso a penalidade pela inadimplência envolva ficar sem o bem.

Na minha forma de ver as finanças pessoais, sempre abordo mais o viés da mentalidade do que de das regras ou “receitas de bolo”. Por essa razão, minha sugestão é que as primeiras dívidas a serem eliminadas são as menores ou mais simples de quitar. Pode não ser o raciocínio mais lógico ou o ideal, pensando que é mais importante cortar as dívidas mais caras, mas esse comportamento te dará gás para seguir com seus objetivos. Pensando no lado emocional, vendo os primeiros débitos sendo eliminados, você terá motivação e perceberá que é possível seguir em frente. Depois do gatilho inicial, “a coisa começa a andar”.

O passo seguinte é montar um plano para renegociação das dívidas mais caras. Antes de abordar o credor, você precisa levantar qual é o valor real que você pode pagar mensalmente para acabar mais rápido com a dívida. E, mais uma vez, nessas horas é preciso honestidade consigo mesmo para definir valores aceitáveis e que você terá disciplina para arcar.

Já na instituição financeira credora, o caminho é encontrar uma modalidade de dívida que seja a mais barata possível. Pela facilidade, muitas pessoas fazem dívidas em cartão de crédito ou cheque especial, que possuem juros caríssimos. É possível avaliar com a instituição financeira a migração para uma outra modalidade mais em conta, como um empréstimo pessoal. Se a credora não oferecer ou tiver uma opção mais viável, é possível realizar a portabilidade da dívida para outra instituição que oferecer uma melhor opção. Nessa hora, vale avaliar bem as alternativas, pois muitos juros podem estar escondidos em maior número de prestações. É preciso levar em conta o custo total dos juros.

Assim como investir tem muito mais a ver com o quanto você economiza do que quanto você ganha, sair de uma situação financeira desfavorável também está ligada mais a organização do que necessariamente o quanto você tem no banco. É um aprendizado e compromisso que você faz consigo mesmo e que têm consequências positivas para toda a vida.

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