"Nunca coloquei como objetivo alcançar Federer", diz Nadal

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Rafael Nadal pode ser o tenista mais vitorioso da história. Foto: RvS.Media/Monika Majer/Getty Images
Rafael Nadal pode ser o tenista mais vitorioso da história. Foto: RvS.Media/Monika Majer/Getty Images

Vencedor de dois dos quatro Grand Slams da temporada, voltando para a posição de número 1 do ranking da ATP e com um tênis cada vez mais de alto nível. Essa descrição mostra como Rafael Nadal chega ao final de 2019, com dois ou três torneios ainda para jogar.

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Após vencer o US Open e aproveitar um espaço na agenda para casar em Mallorca, o vencedor de 19 Grand Slams conversou por telefone com o Yahoo Esportes e falou bastante sobre o momento que vive em quadra e que não ‘acorda todos os dias pensando em ultrapassar o número de títulos de Roger Federer’. O suíço tem 20 títulos de Slam, contra 19 de Nadal e 16 de Novak Djokovic.

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Depois de 19 Grand Slams, como Rafael Nadal ainda mantém a chama acesa para seguir disputando tantos anos dentro da quadra. “O segredo é ter paixão pelo que faz. Caso não tivesse essa ligação com o tênis, eu não estaria mais aqui”, afirma. O primeiro Grand Slam do espanhol veio em 2005, em Roland Garros (onde possuiu 12 títulos), e segue 14 anos depois ainda conquistando os principais títulos do tênis. “É impossível ter uma carreira tão longa e não fazer o que não gosta”.

Em 2019, a rivalidade Nadal e Federer completa 15 anos. A primeira partida entre os dois aconteceu em Miami e foi vencida pelo espanhol (6/3, 6/3). “Roger é um dos maiores tenistas da história. Fico feliz de dividirmos tantos momentos juntos”, diz. No último mês de setembro, os dois estiveram juntos durante a disputa da Laver Cup atuando juntos no Time Europa.

A rivalidade entre os dois voltou a excitar os amantes de tênis pela proximidade no número de Grand Slams. Nadal está com 19 troféus contra os 20 do suíço. “Nunca coloquei como objetivo alcançar Federer. Eu não acordo pensando nisso e não vivo com isso em minha mente. Caso eu ultrapasse, tudo bem. Porém, se isso não acontecer, não será uma mágoa que levarei pela vida”, completa. Djokovic também está nessa disputa com seus 16 Slams e ainda jogando em um nível altíssimo, assim como seus dois rivais.

Falando no sérvio, Nadal e ele terão um confronto amistoso no Casaquistão. Como Djokovic tem pontos a defender no ranking da ATP, o espanhol voltará ao topo da lista em 4 de novembro, quando ela será atualizada. Os dois se enfrentaram por 54 vezes na carreira (em partidas oficiais). Sobre Djoko, Nadal fala: “Coloco ele também como um dos maiores. Apesar de algumas lesões, ele segue atuando em alto nível e sempre será um grande rival”.

Nessa temporada, Nadal venceu dois dos quatro Slams disputados (US Open e Roland Garros) e explicou como voltou a atuar em um nível que parece ser impossível de ser alcançado por tenistas de fora do ‘BIG3’. “É uma honra fazer parte desse momento do tênis. Cada dia mais eu consigo me preparar melhor e buscar o máximo do meu jogo durante as partidas”.

Enquanto em Roland Garros, Nadal precisou de quatro sets para vencer Dominic Thiem. Em Nova Iorque, o espanhol ficou quase cinco horas em quadra e precisou fazer um esforço quase ‘sobrenatural’ para vencer Daniil Medvedev. “Fico honrado de fazer parte de uma batalha como essa. Foi algo impressionante o que aconteceu nas últimas três horas de jogo, mas fico realmente feliz de ter conquistado o US Open mais uma vez”.

Até o final da temporada, Nadal terá o ATP Finals, Masters 1000 de Paris e as finais da Copa Davis, em novo formato, para fechar o calendário e terminar mais um ano no topo do ranking. “Vamos ver o que acontecerá no final da temporada, mas mais uma vez, eu não coloco terminar o ano em número um como meu grande objetivo. Quero ganhar jogos, isso é uma consequência”.

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