Na grande vitória do Barcelona, a melhor notícia não foi a exibição de Messi

Rodrigo Salomao
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Um Barcelona que há muito tempo não jogava como jogou. Um Napoli que, mais uma vez, ficou pelo caminho nas oitavas de final na Champions League (estágio do qual nunca avançou em sua história). E um Messi para lá de inspirado. A tônica da partida do último sábado poderia ser resumida com essas frases, mas não seria completa. Faltaria um "detalhe" chamado Frenkie De Jong.

Lesionado em junho, o holandês voltou ao time em meados de julho, já na reta final da La Liga. Mas o que se percebe é que ele de fato retornou na partida contra os napolitanos. Com muita segurança e muita presença em campo, o jovem de 23 anos teve total controle das ações no meio-campo. Mais do que passes para o lado sem pretensão, De Jong verticalizou os culés sempre disposto a encontrar companheiros em boas condições de agredir a defesa adversária. Uma peça da engrenagem que parecia faltar a Quique Setién nos últimos tempos.

É bem verdade que o gol de Lenglet no início e a pintura de Messi na sequência facilitaram o Barça no que diz respeito ao controle da tensão. Mas, ainda assim, quando o duelo ainda não estava decidido (faltava dois gols ao Napoli com um tempo inteiro por jogar), o camisa 21 foi crucial para manter a posse de bola com o time da casa. Todo um contexto para administrar o resultado sem muitos sustos, de olho no Bayern de Munique. Confronto este que precisará (e muito!) de uma grande atuação catalã na faixa central no jogo único. Precisará de mais uma noite inspirada de Frenkie De Jong.