Na Garagem: Schumacher confirma boatos e retorna à F1

FELIPE NORONHA

Dezembro será para sempre lembrado como o mês em que, em meio aos feriados, o mundo soube que Michael Schumacher havia se acidentado em uma estação de esqui, sofrido uma lesão cerebral e, a partir de então, ter sido envolto em um mistério que poucos sabem se um dia será revelado por completo.

Mas dezembro é, também, um mês especial para o atleta Schumacher. Pois foi no dia 23 de dezembro, mas de 2009, em que o heptacampeão do mundo anunciou que voltaria às pistas da Fórmula 1, aos 41 anos.

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Foi, na verdade, a confirmação de uma série de boatos espalhados por semanas. Até que o anúncio foi feito de forma oficial e o até hoje maior campeão da história da categoria se colocou nas pistas por mais três anos, antes da aposentadoria definitiva.

Michael Schumacher e Ross Brawn na Mercedes (Foto: Mercedes)

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Semanas antes, Nico Rosberg já comentava com ansiedade a chance de ter Schumacher como companheiro: "Acho que formaríamos uma super dupla", disse o recém-contratado da Williams. Não foram tão superlativos, porém.

Antes de descobrirem isso, eles também acompanharam a compra da Brawn GP por parte da Mercedes, apos um ano de existência da equipe - e o título com Jenson Button. Só descobririam tempos depois, porém, que o título não se repetiria com Schumacher presente.

Naquele 23 de dezembro de 2009, o alemão se mostrou empolgado: "Essa equipe ganhou os dois campeonatos neste ano. E com essa parceria com a Mercedes-Benz, nosso foco pode apenas ser vencer o campeonato. A concorrência vai ser forte, mas estou muito animado por voltar por este time."

Michael Schumacher e Ross Brawn na Mercedes (Foto: Mercedes)

A realidade, porém, seria mais dura: entre 2010 e 2012, seu melhor campeonato foi o do meio, com o oitavo lugar. As vitórias não vieram, mas Schumacher abriu caminho para a Mercedes entender a Fórmula 1 e, anos depois, dominá-la com o próprio Rosberg e com Lewis Hamilton. 

De qualquer forma, Schumacher pagou sua "dívida de gratidão" com os alemães: 18 anos antes, a Mercedes liberou o piloto para a Jordan, quando esta precisava de um substituto para Bertrand Gachot. Se não obteve sucesso, ao menos pôde deixar a categoria de cabeça tranquila.



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