Na Europa, ‘fábrica de talentos’ utiliza tecnologia para transformar o futebol


‘Acesse o próximo nível’. Entre dois rios, o Saalach e o Salzach, após passar por uma estrada rural bastante arborizada, essa é a mensagem estampada na entrada da Red Bull Academy (FC Liefering), centro de treinamento para jovens atletas dos times da empresa, principalmente o Red Bull Salzburg. Após passar pelo portão, dá para entender melhor a frase, pois o local é uma espécie de ‘fábrica de talentos’ de futebol para o futuro.

Com 12.000m² de extensão, seis campos de futebol, quadras, academias, sala de atletismo e áreas de tecnologia, o local possui sensores que coletam e armazenam dados dia e noite em servidores, cujo processamento permite evolução em todos os aspectos esportivos. Logo, casos de sucesso de Haaland, Timo Werner e Minamino podem acontecer com mais frequência no cenário mundial.

Neste CT, a tecnologia é um dos principais instrumentos de diferenciação do clube. Um exemplo é o SoccerBot360, sala rodeada por projetores que exibem imagens de pequenas traves ao seu redor. Nesse momento, quando uma pisca, o jogador precisa acertar o passe. O tempo varia, logo, precisa de eficiência e rapidez na tomada de decisão. Essa ferramenta rastreia velocidade, taxa de acerto e qual movimento é mais utilizado em determinada situação para que o atleta possa melhorar, entre outros fundamentos.

Caso algum atleta se lesione, o local possui uma pista de corrida anti-gravidade. Com tecnologia desenvolvida originalmente para astronautas, esse espaço permite que os atletas se recuperem mais rapidamente (uma espécie de fisioterapia), pois simula movimentos práticos e analisa peso corporal, comprimento e frequência do passo ao longo do tempo. “Na pista, o jogador utiliza calças herméticas com uma câmara de ar que vai até o quadril. Um soprador cria pressão nele, o que reduz o peso corporal em até 80%”, afirma Manfred Pamminger, CEO do FC Liefering, em publicação no site oficial da Red Bull.

Em outro espaço, os jogadores têm o seu posicionamento monitorado por oito estações-base, que mandam dados de posição 25 vezes por segundo, garantindo maior precisão de aspectos como velocidade, desaceleração, taxa de respiração, temperatura corporal, passes certos, errados, controle de bola e tomada de decisão sob pressão. Nem mesmo a academia fica fora dessa: por meio de um tablet, eles acessam o treinamento e, a partir de câmeras infravermelhas, o desempenho vai para um banco de dados, que alerta para erros de execução e exibe as taxas evolução.

Com cerca de 200 jovens de sete nacionalidades distintas, o local já recebeu visitas de profissionais do Liverpool (ING) e de times das ligas nacionais da Alemanha e Espanha. Como não há uma fórmula perfeita para o futebol, os profissionais da Red Bull Academy trabalham na probabilidade de sucesso. “Vencerá aquele que tomar as melhores decisões, com mais rapidez, e implementá-las com mais precisão nos 90 minutos – tanto no primeiro quanto no último”, completa Pamminger.










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