Na Copa, frase "futebol feminino não atrai público" cai por terra

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(JEFF PACHOUD/AFP/Getty Images)
(JEFF PACHOUD/AFP/Getty Images)

O Brasil venceu a Jamaica por 3 a 0 na estreia da Copa do Mundo, ontem, em Grenoble, com três gols anotados por Cristiane. Pela primeira vez na história, um jogo da seleção feminina no Mundial foi transmitida pela TV Globo, além da TV Bandeirantes e do SporTV, e alcançou números de audiência impressionantes.

Dados preliminares do Ibope mostraram que a Globo teve o dobro de audiência na comparação com outros domingos de manhã, chegando a 21 pontos durante o Esporte Espetacular, sendo que a média para o horário é de dez pontos. Na Globo, a partida teve narração de Galvão Bueno e comentários de Caio Ribeiro e Ana Thaís Matos.

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Já o SporTV, com o narrador Luiz Carlos Júnior e os comentaristas Nadja Mauad e Raphael Rezende, bateu dois pontos. Números do site “Observatório da Televisão” sugerem que a Band, com Oscar Ulisses, Aline Callandrini e Neto, bateu a marca dos cinco pontos, mas os dados ainda não foram confirmados pelo Ibope.

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A tendência não é nova. Um levantamento feito pela Kantar IBOPE Media mostrou que desde a Copa do Mundo de 2015, no Canadá, houve aumento de 51% no tempo médio consumido pela população brasileira para as transmissões de futebol feminino.

Além disso, cada vez mais mulheres estão interessadas em esporte: a pesquisa mostra aumento de 30% no tempo médio que elas passaram assistindo futebol na TV entre 2014 e 2018. E hoje, as mulheres já representam 41% da audiência da modalidade no Brasil.

O sucesso da Copa vai muito além da TV. Nos três primeiros dias, o Mundial registrou bons públicos nos estádios, sendo que a estreia entre França e Coreia do Sul no Parque dos Príncipes recebeu 45.261 pessoas, duas mil a menos que a capacidade máxima do estádio. E a expectativa é boa: a Fifa anunciou há alguns meses que mais de 720 mil ingressos haviam sido vendidos antecipadamente. Entradas para as semifinais e para a final em Lyon já estão esgotadas.

A Copa do Mundo da França veio para quebrar recordes e derrubar tabus da modalidade. Na onda dos recentes recordes de público registrados em torneios de futebol feminino em diversos países, como México, Espanha, Itália e França, o Mundial promete audiência e visibilidade inéditas. Parece que aquela velha frase “futebol feminino é chato e não atrai público”, repetida por anos por gente que nem mesmo companha a modalidade, enfim, caiu por terra.

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