"Não me esconderei", diz zagueiro Cala, do Cádiz, após alegação de racismo

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Zagueiro do Cádiz Juan Cala durante aquecimento para partida

(Reuters) - O zagueiro Juan Cala, do Cádiz, disse que não se esconderá depois de ser acusado de ofensa racial contra Mouctar Diakhaby na vitória de 2 x 1 de seu time sobre o Valencia, no sábado.

O espanhol, que teve uma discussão com Diakhaby que levou o francês a dizer ao árbitro que sofreu uma ofensa racial, afirmou que contará seu lado da história na terça-feira.

Todo o time do Valencia saiu de campo em protesto depois de Diakhaby dizer que foi ofendido, mas voltou depois de ser alertado pelo árbitro de que poderia ser punido se não voltasse ao gramado.

Diakhaby pediu para ser substituído por não querer continuar a jogar. Cala, que marcou o primeiro gol, foi tirado pelo técnico Álvaro Cervera no intervalo.

O zagueiro espanhol disse à rede Gol nesta segunda-feira no campo de treinamento do clube que está calmo desde o incidente e que explicará tudo em uma coletiva de imprensa na terça-feira.

"Não me esconderei", disse. "Parece que a suposição de que se é inocente até prova em contrário não existe neste país".

Cala não falou com a mídia nem publicou nada nas redes sociais depois do jogo, mas Cervera disse que o jogador lhe afirmou não ter insultado Diakhaby.

O Cádiz disse que se opõe ao racismo e à xenofobia "independentemente de quem seja o perpetrador", acrescentando que "qualquer um que cometa estes atos deveria pagar por eles, mesmo se jogar em nosso time".

(Por Richard Martin)