Muniz pode acabar com 'jejum' de artilheiros formados na base do Flamengo

André Schmidt
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Nos últimos anos, o torcedor do Flamengo se acostumou a celebrar os gols de Gabriel Barbosa. Quando não era o camisa 9, Bruno Henrique era quem aparecia. Em 2020, a dupla ganhou também a companhia de Pedro, um reforço de peso para um ataque já bastante temido. Neste início de temporada, porém, é um outro artilheiro que vem se destacando: Rodrigo Muniz.

Aos 19 anos de idade, o jovem centroavante tem mantido a ótima média de seus companheiros - os titulares ainda não estrearam. Em cinco jogos neste Campeonato Carioca, o atacante já estufou as redes cinco vezes. A última delas, na vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo, nesta quarta-feira.

O camisa 43 é, neste momento, o goleador isolado do Estadual com dois gols a mais do que Gabriel Pec, do Vasco, e João Carlos, do Volta Redonda. Caso Muniz se mantenha no topo, o Flamengo conseguirá algo raro nos últimos anos: fazer um artilheiro formado em sua base.

A última vez que uma cria da Gávea conseguiu tal feito foi com Gaúcho, em 1991, que anotou 17 tentos. Na ocasião, porém, o centroavante - então com 26 anos - já estava em sua terceira passagem pelo clube, após ter defendido equipes como Grêmio, Palmeiras e Boca Juniors, entre outras. Depois dele, o Rubro-Negro teve outros oito artilheiros no Estadual, todos formados fora: Charles Baiano, em 94, Romário, 96, 97, 98 e 99, Edílson, 2001, Vagner Love, 2010, Hernane Brocador, 2013, Guerrero, 2017, Bruno Henrique, 2019 e Gabigol, no ano passado.

Levando em consideração apenas jovens crias da Gávea ainda em início de carreira - o que não era mais o caso de Gaúcho em 1991 -, o "jejum" é ainda mais longo e simbólico. Desde Zico, em 1975, ano de sua primeira artilharia de Carioca - de seis no total -, que o Flamengo não termina a competição com uma prata da casa no topo do ranking de goleadores. Ao menos até agora...