Mundial de Surfe: veja o que Medina e Filipinho precisam para levantar o troféu

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Julian Wilson, Gabriel Medina e Filipe Toledo disputam o título mundial (MESTRE/WSL)
Julian Wilson, Gabriel Medina e Filipe Toledo disputam o título mundial (MESTRE/WSL)

Por Emanoel Araújo e Guilherme Daolio

Três atletas, um troféu. Dois brasileiros, um australiano. A disputa do título mundial de surfe de 2018 será mesmo decidida na mítica Pipeline, no Havaí.

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Depois da espetacular etapa de Portugal, com mais uma vitória brasileira, o Mundial de Surfe não terminou de forma antecipada. Gabriel Medina, Julian Wilson e Filipe Toledo aguardam o mês dezembro para descobrirem quem levanta o tão sonhado troféu.

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Após assumir a ponta do ranking depois da etapa da França, Gabriel Medina teve a chance de liquidar a fatura em Peniche. Ele precisava vencer o evento, mas parou na semifinal diante do campeão Italo Ferreira.

Filipe Toledo chegou na Europa como líder, mas saiu dela como 3° colocado do ranking (WSL/Damien Poullenot)
Filipe Toledo chegou na Europa como líder, mas saiu dela como 3° colocado do ranking (WSL/Damien Poullenot)

Vice-líder, o australiano Julian Wilson fez boa campanha, mas caiu nas quartas de final. Situação mais preocupante é a de Filipe Toledo, que chegou na perna europeia como líder,  terminou as duas etapas em 13° lugar e caiu para a 3ª colocação na tabela.

As contas para o troféu

 

Campeão mundial em 2014, Gabriel Medina é quem tem mais chances de levantar o troféu no Havaí (KIRSTIN/ASP)
Campeão mundial em 2014, Gabriel Medina é quem tem mais chances de levantar o troféu no Havaí (KIRSTIN/ASP)

Primeiro colocado do ranking mundial, Gabriel Medina tem o cenário mais favorável para conquistar seu segundo título mundial. Basta ao brasileiro chegar na final em Pipeline que conquistará o troféu – independentemente da campanha de seus adversários.

Se Medina parar na semifinal, Julian Wilson e Filipe Toledo precisam vencer o evento havaiano para impedir o bicampeonato mundial do líder.

No caso de Medina ser eliminado na 2ª fase, na 3ª fase, na 4ª fase ou nas quartas de final, Julian e Filipinho tem que chegar até a decisão para não deixar o surfista de Maresias levantar mais um troféu.

Como Medina garante o título?

  • 1º ou 2º (final): Vence o título mundial

  • 3º (semifinal): Julian Wilson e Filipe Toledo precisam do 1º lugar

  • De 5º a 25º (entre 2ª fase e quartas de final): Julian Wilson e Filipe Toledo precisam ir à final do Pipemasters

Quem é quem no Havaí

Em 2014, Medina foi campeão mundial, mas perdeu a final de Pipeline para Julian Wilson (MASUREL/ASP)
Em 2014, Medina foi campeão mundial, mas perdeu a final de Pipeline para Julian Wilson (MASUREL/ASP)

Se levarmos em consideração apenas o retrospecto dos surfistas em Pipeline, Julian Wilson é quem se sai melhor.

O australiano é o único dos três concorrentes que já venceu a etapa havaiana. Em 2014, Medina se sagrou campeão mundial na icônica ilha, mas foi Julian quem ganhou o evento, batendo justamente o brasileiro na decisão. Ele também alcançou as quartas de final em outras duas oportunidades (2013 e 2017).

Além da derrota na final em 2014, Medina também ficou com o vice no ano seguinte, quando perdeu para Adriano de Souza. O “Capitão Nascimento” também conquistou ali seu único título mundial. Em seu ano de estreia (2011) e no ano passado, Medina também alcançou as quartas de final.

Já Filipinho é quem tem o maior desafio: superar seu retrospecto. Afinal, já foram cinco participações em Pipeline e o melhor resultado é uma modesta quartas de final, em 2014.

As contas estão no papel e, em dezembro, os atletas estarão dentro da água. Mas todas as informações do mundo do surfe você encontra sempre aqui no Yahoo Esportes.

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