Multicampeão, Felipão deixa uma sucessão de emoções como legado


Responsável por formar a "família Felipão", "general", estrategista para uns. Retranqueiro, teimoso para outros. Por mais que tentassem impor rótulos, a certeza é de que ninguém ficou alheio a Luiz Felipe Scolari. Ele encerrou sua trajetória de maneira marcante, ao classificar o Athletico-PR à Copa Libertadores de 2023. E deixará uma sucessão de memórias.

O penta em 2002 com a Seleção Brasileira, a forte ligação com o Grêmio e o Palmeiras, a consagração na seleção de Portugal.... Conquistas que convivem com lembranças mais amargas, como o 7 a 1 que sofreu com a Seleção Brasileira diante da Alemanha ou a passagem que não foi bem-sucedida pelo Chelsea. Só que a marca de seu trabalho, com comprometimento que consagrou gerações, fala mais alto em uma vasta história.

O EX-DEFENSOR QUE SE TORNOU CAMPEÃO GAÚCHO PELO GRÊMIO

Scolari retorna onde iniciou sua carreira de zagueiro (Foto: Arquivo Pessoal)
Scolari retorna onde iniciou sua carreira de zagueiro (Foto: Arquivo Pessoal)

Scolari foi defensor com passagens por clubes gaúchos e pelo CSA (Foto: Arquivo Pessoal)

Nascido em Passo Fundo (RS), Scolari deu seus primeiros passos no futebol como jogador. Era o zagueiro Luiz Felipe, que depois de se profissionalizar no Aimorés, destacou-se no Caxias por ser um zagueiro rígido que se tornou capitão do clube grená. Mais tarde, rodou por clubes como Juventude e Novo Hamburgo até chegar no CSA, onde foi campeão estadual em 1981.

No clube alagoano, recebeu sua primeira oportunidade como treinador e não decepcionou ao levar a equipe à conquista do Estadual de 1982. Posteriormente, comandou seus ex-clubes Juventude (onde fez uma excursão na Ásia) e Brasil de Pelotas, recebeu uma oportunidade no Al-Shabab (SAU).


De volta ao futebol brasileiro, comandou o Pelotas e teve novas passagens por CSA e Juventude. Até, em 1987, ter sua primeira passagem no Grêmio (e já com título). A equipe de Mazaropi, Astengo, China, Bonamigo, Lima e Jorge Veras foi campeã gaúcha ao conquistar o Estadual com um 3 a 2 sobre o Internacional.

Depois de uma passagem no Goiás, Felipão partiu para o Oriente Médio, onde foi campeão da Copa do Kuwait de 1988/1989 pelo Qadsia SC. No ano seguinte, comandou o Kuwait.


NO CRICIÚMA, PRIMEIRO TÍTULO DE PONTA

1991 felipao criciuma
1991 felipao criciuma

Luiz Felipe Scolari se consagra em 1991 como o treinador que levou o Criciúma a ter projeção nacional (Foto: RBS)

Já no futebol brasileiro, Luiz Felipe Scolari ganhou projeção de vez ao conduzir o Criciúma ao inédito título da Copa do Brasil de 1991. A equipe de Sarandí, Roberto Cavalo, Grizzo e Jairo Lenzi entrou para a história ao desbancar o favorito Grêmio na decisão.

Felipão também estava à frente da equipe catarinense na campanha da Copa Libertadores de 1992. Naquele ano, o Tigre derrotou o São Paulo por 3 a 0 na primeira fase e se classificou para o mata-mata na liderança da chave. Só saiu nas quartas, eliminada para o Tricolor paulista.

MULTICAMPEÃO NO GRÊMIO E NO PALMEIRAS

Felipão sob comando do Grêmio em 1996 (Foto: Arquivo/GES)
Felipão sob comando do Grêmio em 1996 (Foto: Arquivo/GES)

Felipão foi campeão da Copa do Brasil, Brasileiro e Libertadores no Grêmio (Foto: Arquivo/GES)

A ascensão do Criciúma levou Scolari a ser cobiçado por outros clubes. Em 1994, ele iniciou sua segunda e histórica passagem no Grêmio. A equipe foi campeã da Copa do Brasil naquele ano ao derrotar o Ceará por 1 a 0, com nomes como Danrlei, Jamir, Carlos Miguel, Fabinho e Nildo.

No ano seguinte, o Tricolor gaúcho sagrou-se pela primeira vez campeão da Copa Libertadores ao levar a melhor sobre o Atlético Nacional (COL), ao abrir 3 a 1 no jogo de ida e empatar em 1 a 1 no jogo decisivo. Porém, a equipe que tinha Arce, Rivarola, Adilson, Dinho, Luis Carlos Goiano, Paulo Nunes e Jardel perdeu nos pênaltis o título do Mundial Interclubes para o Ajax.

Em 1996, os gremistas deram mais uma volta olímpica. A equipe foi campeã do Brasileiro ao vencer a Portuguesa por 2 a 0, com gols de Paulo Nunes e Ailton.

Felipão no Palmeiras - Libertadores de 1999
Felipão no Palmeiras - Libertadores de 1999

Em 1999, o segundo título continental de Scolari: desta vez, festa no Verdão (Foto: Divulgação/SE Palmeiras)

Em 1997, Felipão saiu do Olímpico e teve uma curta passagem no Jubilo Iwata (JAP), onde teve como comandados o volante Dunga, o zagueiro Adilson e o atacante Totó Schillaci.


Pouco depois, acertou a transferência para o Palmeiras e escreveu mais uma história vitoriosa. A equipe foi finalista do Brasileiro de 1997 (perdido para o Vasco). Porém, no ano seguinte, saboreou a conquista de Copa do Brasil em uma final dramática: Paulo Nunes abriu o placar mas, na reta final, Oséas decretou a vitória por 2 a 0 do Alviverde sobre o Cruzeiro.


Ainda em 1998, o Verdão foi campeão da Copa do Brasil, ao vencer o Cruzeiro na final em três jogos. O elenco trazia nomes como Velloso, Arce, Roque Júnior, Zinho, Paulo Nunes e Oséas.

Em 1999, Felipão conquistou pela segunda vez a Copa Libertadores. A equipe de Marcos, Alex, César Sampaio, Roque Júnior, Paulo Nunes e que tinha também Euller e Evair desbancou na decisão o Deportivo Cali (COL). O treinador ainda venceu o Rio-São Paulo de 2000. Mas o sonho do bicampeonato na Libertadores teve um desfecho decepcionante: a equipe alviverde perdeu a decisão nos pênaltis para o Boca Juniors.

Pouco depois, acertou com o Cruzeiro e conquistou a Copa Sul-Minas. Aos poucos, levou a equipe à semifinal da Copa João Havelange, mas a Raposa esbarrou no Vasco no jogo decisivo.

SELEÇÃO: DA DESCONFIANÇA AO PENTA

Felipão nas comemorações da conquista do penta em 2002
Felipão nas comemorações da conquista do penta em 2002

Euforia com o pentacampeonato mundial em 2002 ao lado de Ronaldo, em quem Felipão confiou sempre (AFP)

No ano seguinte, Luiz Felipe Scolari assumiu a Seleção Brasileira em um período turbulento e ameaçado de não se classificar para a Copa do Mundo. As desconfianças aumentaram após uma campanha fraca na Copa América de 2001.


Porém, aos poucos, o treinador formou sua "família Felipão". Uma de suas apostas foi em Ronaldo, que se recuperava de uma lesão grave e foi para a Copa tinindo

Tendo também a qualidade de Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos e Cafu, o Brasil foi pentacampeão com 100% de aproveitamento (feito inédito em sete jogos).

CONSAGRAÇÃO EM PORTUGAL E BREVE PASSAGEM NO CHELSEA

Felipão dirigindo Portugal na Copa do Mundo de 2006
Felipão dirigindo Portugal na Copa do Mundo de 2006

Felipão levou Portugal à final da Euro e à semi da Copa (AFP)

Passado o penta, Felipão engrenou uma carreira na Europa. Seu primeiro desafio foi assumir o comando de Portugal. Tendo sob seu comando o astro Luís Figo e jogadores do quilate de Deco, Cristiano Ronaldo, Pauleta e Rui Costa, a seleção portugesa foi à decisão da Eurocopa. Contudo, amargou a perda do título para a Grécia.

Na Copa da Alemanha, o grupo luso repetiu a façanha da geração de Eusébio & Cia ao chegar à semifinal e obter a quarta colocação no torneio. Portugal teve 100% de aproveitamento na fase de grupos, eliminou Holanda e Inglaterra e só viu seu sonho de título inédito acabar com um revés para a França de Zidane. Já na decisão de terceiro lugar, os portugueses amargaram uma derrota por 3 a 1 para a Alemanha.

Mineiro e Felipão (Foto: Divulgação / Chelsea)
Mineiro e Felipão (Foto: Divulgação / Chelsea)

Scolari ficou por sete meses no Chelsea (Foto: Divulgação / Chelsea)

Felipão estava no comando de Portugal quando recebeu a proposta para treinar o Chelsea. Seu início foi promissor, com uma boa sequência na Premier League tendo nomes como Cech, John Terry, Lampard, Mineiro, Anelka e Drogba ao seu dispor. Contudo, logo Scolari passou por momentos conturbados. A equipe perdeu uma invencibilidade de quatro anos, oito meses e 86 jogos ao serem derrotados pelo Liverpool.

A falta de vitórias em clássicos e a campanha oscilante levaram a pressão da torcida. Passados sete meses e meio, Luiz Felipe Scolari foi demitido após o empate em 0 a 0 do Chelsea com o Hull City. Sob seu comando, os Blues disputaram 36 partidas, obtendo 20 vitórias, 11 empates e cinco derrotas. Em entrevista ao "Resenha ESPN" em 2021, Felipão apontou que teve uma situação difícil no clube inglês devido a problemas com Drogba e Anelka.

CAMPEÃO NO UZBEQUISTÃO

Felipão dirigindo o Bunyodkor do Uzbequistão
Felipão dirigindo o Bunyodkor do Uzbequistão

Felipão conseguiu título uzbeque no Bunyodkor ao lado de Rivaldo (AFP)

Luiz Felipe Scolari ganhou espaço no Bunyodkor, clube do Uzbequistão. Recepcionado com carinho pela torcida, o treinador foi responsável por levar a equipe de Rivaldo & Cia. ao título uzbeque de forma invicta. Além disto, foi recordista com 23 vitórias consecutivas.

Seguiu no clube até maio de 2010. Posteriormente, foi comentarista de uma emissora de TV da África do Sul na Copa do Mundo de 2010.

VOLTA AO PALMEIRAS: ALTOS, BAIXOS E UM TÍTULO DE PONTA

Felipão comemorando a Copa do Brasil de 2012 pelo Palmeiras
Felipão comemorando a Copa do Brasil de 2012 pelo Palmeiras

Título na Copa do Brasil com o Verdão (Lancepress!)

Em 2010, Felipão retornou ao futebol brasileiro pelas portas do Palmeiras. Contudo, a equipe que contava com nomes como Marcos, Deola, Marcos Assunção, Edinho, Luan e Kleber passou por decepções. Na Copa Sul-Americana daquele ano, o Verdão foi eliminado pelo Goiás em pleno Pacaembu. No ano seguinte, o sonho da Copa do Brasil acabou com direito a uma goleada histórica por 6 a 0 para o Coritiba.

Em 2012, veio o reencontro com os títulos. Contando com nomes como Thiago Heleno, Marcos Assunção, Daniel Carvalho Betinho, o Verdão se sagrou campeão da Copa do Brasil, superando o Coritiba na final com uma vitória por 2 a 0 no jogo de ida e um empate em 1 a 1 no jogo de volta.

Mesmo com a euforia do título, o técnico não resistiu à fraca campanha da equipe no Brasileirão e foi demitido após a derrota por 3 a 1 para o Vasco.

SELEÇÃO, DE NOVO: 7 x 1 QUE NÃO CICATRIZA

Felipão e Parreira - Brasil 1x7 Alemanha - Copa de 2014
Felipão e Parreira - Brasil 1x7 Alemanha - Copa de 2014

Título da Copa das Confederações na segunda passagem no Brasil. Mas o 7 a 1 contra a Alemanha foi doloroso (Foto: PEDRO UGARTE/AFP)

O treinador não demorou a ficar livre no mercado. Após a queda de Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari foi designado para comandar a Seleção Brasileira, tendo ao horizonte a Copa do Mundo que seria realizada no Brasil.

Passado um início instável, a equipe canarinha deslanchou na Copa das Confederações. Com a referência Neymar e nomes como Júlio César, Thiago Silva, Daniel Alves, Paulinho, Oscar, Hulk e Fred, o Brasil desbancou Itália, México e Japão. Depois, eliminou o Uruguai na semifinal. Na decisão, no Maracanã, os brasileiros ganharam o título do torneio ao derrotarem a Espanha, com dois gols de Fred e um de Neymar.


Na Copa do Mundo, a Seleção manteve sua espinha dorsal e passou na primeira fase com segurança. Nas oitavas, os brasileiros venceram nos pênaltis o Chile. Porém, na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia, veio o baque: Neymar sofreu uma lesão grave e foi cortado da reta final.

No Mineirão, Scolari optou por Bernard para substituir o camisa 10 no duelo com a Alemanha. Em atuação apática, o Brasil sofreu sua maior goleada na história das Copas: um 7 a 1 para os alemães. Na decisão do terceiro lugar, os brasileiros se despediram com o revés por 3 a 0 para a Holanda. A equipe ficou na quarta colocação.

REENCONTRO COM O GRÊMIO

Felipão dirigindo o Grêmio em 2014
Felipão dirigindo o Grêmio em 2014

Acolhido pelo Grêmio, Scolari levou a equipe a um momento melhor no Brasileirão (AFP)

Passados 15 dias de deixar o comando da Seleção, Felipão acertou contrato para uma nova passagem no Grêmio. Contando com nomes como Marcelo Grohe, Ramiro, Riveros, Dudu e Barcos, a equipe chegou a se recuperar no Campeonato Brasileiro após sua chegada e terminou a competição em sétimo lugar. Perguntado à época sobre a sua temporada, o treinador disse.

- O melhor sentimento possível (sobre este ano). Ninguém destrói alguém por participar de uma Copa. De Copa do Mundo só participa quem é bom, quem tem qualidade, participei de três (campeão com o Brasil em 2002, quarto lugar com Portugal e Brasil, em 2006 e 2014). Não tenho nada que ficar preocupado com 2014. A minha vida segue, com muita garra. Disputei a Copa do Mundo, tive meu primeiro neto... Tive situações não favoráveis, mas que me fizeram crescer como pessoa. Só tenho que agradecer por viver tudo o que vivi em 2014 - declarou.

Seguiu no clube até maio de 2015. O treinador lidava com desgastes e não resistiu ao início instável da equipe no Campeonato Brasileiro.

"GENERAL" FELIPÃO: CONSAGRAÇÃO NA CHINA

Felipão no Guangzhou Evergrande
Felipão no Guangzhou Evergrande

Felipão, multicampeão no Guangzhou Evergrande (Foto: Reprodução)

Mais tarde, Felipão aceitou a proposta de comandar o Guangzhou Evergrande. Além de contar com atletas de alto nível, como os brasileiros Paulinho, Alan e Ricardo Goulart, o treinador fez história no futebol chinês.

Com o técnico, o clube de Guangzhou conquistou três campeonatos chineses seguidos (em 2015, 2016 e 2017), uma Liga dos Campeões da AFC (em 2015), uma Copa da China (em 2016) e duas Supercopas da China (2016 e 2017). Em sua despedida do clube e do país, Felipão foi reverenciado.

BRASILEIRÃO PELO PALMEIRAS

Vasco x Palmeiras - Felipão
Vasco x Palmeiras - Felipão

No Palmeiras, título brasileiro e segundo turno invicto (Paulo Sergio/Agencia F8)

Seu destino voltou a se cruzar com o do Palmeiras em julho de 2018. Designado para comandar a equipe, Luiz Felipe Scolari revigorou o ânimo dos jogadores.

O Verdão foi se consolidando e conseguiu a proeza de ficar o segundo turno inteiro invicto. Deyverson marcou o gol do título, no triunfo por 1 a 0 sobre o Vasco em São Januário. O título consolidou a equipe que tinha nomes como Weverton, Gustavo Gómez Lucas Lima, Gustavo Scarpa, Bruno Henrique, Willian, Dudu e Borja. À época, tornou-se o treinador mais velho a conquistar a competição (estava com 70 anos e 16 dias).

Felipão ficou no clube alviverde até setembro de 2019. O treinador não resistiu à eliminação para o Grêmio na Copa Libertadores e aos resultados negativos no Brasileiro.

NOVAS PASSAGENS NO CRUZEIRO E NO GRÊMIO

Felipão - Cruzeiro
Felipão - Cruzeiro

No Cruzeiro, evitou rebaixamento para Série C, mas problemas causaram fim do vínculo  (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Em outubro de 2020, Luiz Felipe Scolari acertou por dois anos com o Cruzeiro. Porém, em sua segunda passagem, encontrou o clube em uma situação bem diferente. Comandou a Raposa, que oscilava na Série B, e chegou com a missão de evitar a equipe do rebaixamento.

A passagem de Felipão durou apenas 21 jogos (com nove vitórias, oito empates e quatro derrotas). Em meio a incertezas quanto a pagamento de salários e problemas para montar o elenco celeste, o técnico optou por romper o vínculo, em uma saída acertada de comum acordo com o clube. À época, o feito de manter o Cruzeiro na Série B tinha sido alcançado.

Felipão
Felipão

Na quarta passagem no Grêmio, Scolari viu a equipe próxima do Z4 (Foto: Divulgação/Lucas Uebel/Grêmio)

Em julho de 2021, Scolari regressou ao Grêmio. Só que nem mesmo sua passagem fez com que a equipe mudasse de panorama no decorrer do Campeonato Brasileiro.

Confiando em nomes como Alisson, Douglas Costa e Diego Souza, a equipe não conseguiu deslanchar e viu o risco de rebaixamento ficar cada vez maior. Após 21 jogos, com nove vitórias, três empates e nove derrotas, a saída de Felipão aconteceu de comum acordo com o clube.

ATHLETICO-PR: ÚLTIMO DESAFIO EM CAMPO E NOVO RUMO À VISTA

Felipão - Athletico-PR
Felipão - Athletico-PR

Felipão levou o Furacão à final da Libertadores (Foto: LUIS ACOSTA / AFP)

Felipão aceitou em maio deste ano ser o novo técnico do Athletico-PR. Sob seu comando, fez com que o Furacão engrenasse e chegasse à decisão da Copa Libertadores. Perto da decisão da competição, chegou a cogitar um "adiamento" da aposentadoria em caso de conquista. No entanto, a equipe perdeu por 1 a 0 para o Flamengo a final em Guayaquil.

Com as atenções voltadas para o Brasileiro, o treinador levou o Athletico-PR ao sonho de conquistar a Copa Libertadores de 2023. A vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo coroou o último ato de Scolari neste momento no qual trilhará um novo caminho no futebol.