6 mulheres que fizeram história nos esportes brasileiros

Yahoo Esportes

Durante séculos, desde a Grécia Antiga, os esportes sempre estiveram ligados ao universo masculino. Isso só começou a mudar nos Jogos Olímpicos dos anos 1920, quando a francesa Alice Melliat e outras 10 competidoras reivindicaram a participação de mulheres na competição. Apesar disso, o Comitê Olímpico Internacional (COI) só passou a reconhecer mulheres como atletas olímpicas apenas em 1936.

Já está seguindo o Yahoo Esportes no Instagram? Clique aqui! 

De lá para cá, muitas fincaram sua marca na história, como a jogadora de futebol Marta Silva, que neste ano entrou para o ranking da Forbes de uma das mulheres mais poderosas do Brasil. A seguir, listamos algumas das principais esportistas brasileiras para você conhecer e relembrar. 

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Leia também

Maria Lenk

Maria começou cedo na natação e continuou por toda sua vida (Reprodução/Hall da Fama da Natação Brasileira)
Maria começou cedo na natação e continuou por toda sua vida (Reprodução/Hall da Fama da Natação Brasileira)

Por conta de uma pneumonia, Maria começou a nadar aos 10 anos de idade, no Rio Tietê, em São Paulo, sua terra natal. Na década de 1920, quando ela treinava nessas águas, o rio não era poluído e era usado para recreação na cidade. Aos 17 anos, ela venceu 4 vezes a Travessia de São Paulo a Nado, e começou a competir internacionalmente, sendo a primeira sul-americana e primeira brasileira a competir nas Olimpíadas de Los Angeles. Maria também foi a primeira a introduzir o nado borboleta, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1936 em Berlim, em uma prova de nado peito. E, três anos depois, quebrou dois recordes mundiais individuais (200m e 400m peito), sendo a primeira e única brasileira a alcançar esse feito.

Maria Lenk  entrou para o Hall da Fama da Federação Internacional de Natação (FINA) em 1988, quando também foi homenageada por ser um dos 10 melhores nadadores masters no mundo. Ajudou a fundar a Escola Nacional de Educação Física da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e se tornou membro vitalício da Sociedade Americana de Técnicos de Natação. Morreu em 2007, aos 92 anos.

Maria Esther Andion Bueno

Maria Esther Bueno era imbatível (Douglas Miller/Keystone/Getty Images)
Maria Esther Bueno era imbatível (Douglas Miller/Keystone/Getty Images)

Muito antes de Gustavo "Guga" Kuerten ser famoso por seu talento com a raquete, Maria Esther Bueno era conhecida como a 'Bailarina do Tênis'. Considerada uma das maiores tenistas brasileiras e uma das poucas a conquistar títulos em três décadas diferentes (1950, 1960 e 1970), ela foi considerada a melhor do mundo pela Federação Internacional de Tênis em 1959, na categoria individual feminina. Maria Esther Bueno  entrou para o International Tennis Hall of Fame como a melhor tenista do mundo em 1964 e novamente em 1966. 

Ela ostenta 19 'Grand Slams' – o título é dado para os vencedores dos maiores torneios do tênis mundial: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open. Maria Esther Bueno alcançou o posto de número 1 do ranking mundial em quatro temporadas (1959, 1960, 1964 e 1966), sendo que a sua primeira conquista de título, o Grand Slam em Wimbledon, aconteceu com apenas 19 anos, em 1959. Ao todo, Maria é detentora de 589 títulos internacionais e entrou para o Hall da Fama do esporte em 1978. Ela também foi eleita a melhor tenista do século XX da América Latina e, em 2012, entrou para a posição 38 no ranking dos 100 Melhores Tenistas da história (incluindo homens e mulheres) pelo canal 'Tennis Channel'. Fora isso, Maria Esther Bueno entrou para o Guinness Book em 1964, depois de vencer a americana Carole Graebner em apenas 19 minutos de jogo. A tenista morreu em junho de 2018, aos 78 anos de idade, vítima de câncer.

Hortência Marcari

Hortência fez história no basquete (ANTONIO SCORZA/AFP via Getty Images)
Hortência fez história no basquete (ANTONIO SCORZA/AFP via Getty Images)

Nascida no interior paulista, na pequena cidade de 15 mil habitantes Potirendaba, Hortência se destacou no basquete, sendo considerada a maior cestinha da seleção feminina - foram 3.160 pontos registrados em sua carreira. Ela é campeã mundial de 1994, medalhista de ouro no Pan de Havana e medalhista de prata nos Jogos de Atlanta de 1996. Jogou 20 anos (dos 16 aos 36) na equipe nacional, e entrou para Hall da Fama do basquete feminino dos EUA em 2002. Três anos mais tarde, em 2005, ingressou no Hall da Fama do basquete (Basketball Hall of Fame), ao lado de outros grandes astros do basquete: Oscar e Michael Jordan. Em 2018, Hortência foi considerada uma das maiores atletas femininas do basquete e melhor jogadora em Copas Mundiais na história (Women's Basketball World Cup Greatest of All Time) pela Federação Internacional de Basquetebol (FIBA).

Daiane dos Santos

Daine inventou saltos e deu seu nome a eles (REUTERS/Max Rossi)
Daine inventou saltos e deu seu nome a eles (REUTERS/Max Rossi)

Natural de Porto Alegre (RS), a gaúcha foi a primeira ginasta brasileira a conquistar uma medalha de ouro no Mundial de Ginástica. Em 2003, ela conquistou seu primeiro ouro brasileiro no Mundial de Anaheim, nos EUA, na categoria solo. Foi nesse mesmo cenário, ao som de "Brasileirinho" que ela executou pela primeira vez o duplo twist carpado, movimento desenvolvido por ela com o auxílio do técnico Oleg Ostapenko, seu então treinador. O salto posteriormente ganhou o nome de 'Dos Santos I' pela Federação Internacional de Ginástica. 

Alguns anos depois ela desenvolveu o segundo movimento que ganhou seu nome: o duplo twist esticado, ou 'Dos Santos II'. Ela possui 9 medalhas de ouro em etapas de Copa do Mundo, sendo a primeira medalhista de ouro (entre homens e mulheres) a conquistar a posição em um Campeonato Mundial. 

Rafaela Silva

Rafaela Silva é a primeira atleta do judô brasileiro a ser campeã olímpica e mundial (REUTERS/Guadalupe Pardo)
Rafaela Silva é a primeira atleta do judô brasileiro a ser campeã olímpica e mundial (REUTERS/Guadalupe Pardo)

Nascida e criada na comunidade de Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, ela iniciou nos esportes aos quinze anos, quando seus pais decidiram colocá-la em um projeto social que ensinava judô. Rafaela foi a primeira brasileira a se tornar campeã mundial de Judô, em 2013, mesmo ano em que conquistou a medalha de ouro no Pan Americano de Judô. Três anos depois ela foi responsável pelo primeiro ouro brasileiro nos Jogos Rio 2016, tornando-se também a primeira atleta da história do judô brasileiro (entre homens e mulheres) a ser campeã olímpica e mundial.

Marta Silva

Marta é a única mulher com o nome na calçada da fama do Maracanã (Marcio Machado/Getty Images)
Marta é a única mulher com o nome na calçada da fama do Maracanã (Marcio Machado/Getty Images)

Encerrando a lista com a rainha do futebol: Marta. Aos 33 anos, a jogadora mantém o status de maior artilheira da história da Seleção Brasileira feminina, com 110 gols anotados, a terceira jogadora que mais vestiu a camisa da seleção (tendo disputado 133 disputadas), eleita seis vezes a melhor do mundo pela FIFA (ultrapassando craques como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo) . Foi ainda considerada uma das mulheres mais poderosas do Brasil pela Forbes em 2019. Como se não fosse o bastante, a alagoana é a única mulher a ter o nome registrado na calçada da fama no Maracanã.

Siga o Yahoo Esportes

Twitter |Flipboard |Facebook |Spotify |iTunes |Playerhunter

Leia também