Mulher perdida no mar sobrevive dois dias comendo pirulitos

A mulher tinha treinamento em sobrevivência no mar (Foto: Reprodução/Guarda Costeira Grega)
A mulher tinha treinamento em sobrevivência no mar (Foto: Reprodução/Guarda Costeira Grega)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ela tinha treinamento de sobrevivência no mar e racionou os doces que tinha na bolsa

  • A neozelandesa ficou cerca de 37 horas perdida no oceano

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Após cerca de 37 horas desaparecida no mar, a neozelandesa Kushila Stein foi encontrada viva na manhã do último domingo (3). Ela conta que passou os dois dias comendo pirulitos e usando sacolas plásticas para se aquecer.

Kushila tem 47 anos e há três semanas estava ajudando o britânico Mike a transportar uma embarcação da Turquia para a Grécia, informa o New Zealand Herald.

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Na última sexta-feira (1), os dois estavam ancorados na ilha de Folegandros quando a mulher decidiu fazer uma pausa e remar até uma montanha próxima. Por volta das 16h30, ela enviou uma mensagem para Mike avisando que seu celular estava ficando sem bateria, mas que já estava voltando. O britânico chamou as autoridades no sábado de manhã, quando ela ainda não tinha chegado.

Depois, Kushila explicou que perdeu um dos remos no caminho de 50 metros até o iate, e ventos fortes levaram o bote mar adentro. A operação de busca e resgate que a encontrou contava com seis navios da guarda-costeira grega, além de drones e um helicóptero.

Durante as buscas, a mãe de Kushila foi informada sobre o desaparecimento da filha. Ao NZ Herald, a mulher disse que sempre acreditou que Kushila seria encontrada viva, já que tinha treinamento para sobrevivência no mar.

Ela de fato colocou seu conhecimento em prática: começou racionando os pirulitos que encontrou em sua mochila. Durante a noite, usou sacolas plásticas para evitar perder muito calor pelos pés e pelas mãos. Uma das sacolas era vermelha, e durante o dia ela a colocou na cabeça para chamar a atenção de quem passasse. Kushila também apontou um espelho para o sol, para ser vista por aviões ou helicópteros que sobrevoassem a região.

Ela até se preparou para o caso de não a encontrarem com vida, e escreveu o nome e número de telefone de sua mãe na lateral do barco. Felizmente, não foi necessário. Na primeira ligação para a mãe depois de ser encontrada, Kushila brincou: “Ainda tenho um pirulito sobrando!”

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