Como a pandemia vai mudar para sempre os restaurantes

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Handsome adult bearded man indoors in cafe. Lifestyle concept photo with copy space. Picture with book and protective face mask
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Por Matheus Mans

Os restaurantes nunca mais serão os mesmos após a pandemia do novo coronavírus. Mesmo quando vacinas forem criadas, será difícil manter costumes como comidas por quilo ou até mesmo aquele sanduíche na rua, consumido com as mãos. O cotidiano vai mudar — e o futuro disso está na inovação.

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Até o momento, as startups voltadas para restaurantes ainda são empresas com limitações e de atuação muito focada. Na maioria das vezes, o principal trabalho dessas empresas — como iFood e Eats for You, por exemplo — é conectar restaurantes ou cozinheiros com o consumidor.

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“Com exceção das entregas por aplicativo e gestão interna de restaurantes, muito pouco foi feito nesse setor”, afirma Luiz Gaspari, especialista em inovação na cadeia de alimentos e bebidas. “O que se vê, agora, são startups menores começando a ganhar um impulso por trazerem soluções que, antes, ainda estavam na prancheta para um futuro distante”.

Futuro dos restaurantes

Ninguém sabe ao certo como será o restaurante depois que a quarentena acabar. As certezas atuais são: mesas terão um espaçamento maior, a higiene terá que ser priorizada e, neste primeiro momento de abertura, um certo clima de preocupação.

Na Itália, o estúdio de design MARGstudio desenvolveu uma máscara que possui proteção 180 graus. O conceito é que ela tem um dispositivo de inflar, então os estabelecimentos poderiam oferecer aos clientes logo na entrada. O problema é que há um espaço para introduzir o alimento, que gera risco de contaminação.

Máscara da MARGstudio foi pensada a partir de restaurantes e bares na Itália, preocupados em como seria a reabertura do comércio (Foto: Divulgação)
Máscara da MARGstudio foi pensada a partir de restaurantes e bares na Itália, preocupados em como seria a reabertura do comércio (Foto: Divulgação)

Em relação ao cardápio, esqueça a filipeta de papel ou qualquer outro tipo físico. A digitalização desta parte é dada como certa pelos especialistas consultados pelo Yahoo Finanças.

Por fim, os ambientes abertos devem ganhar mais destaque do que nunca, uma vez que a propagação da covid-19 em ambientes abertos é menor que nos fechados.

Startups no mercado

Uma startup que tem apresentado soluções para o setor é a Goomer. A empresa, anteriormente especializada apenas em autoatendimento, começou a trazer mais soluções digitais para o mercado. A ideia é automatizar uma série de processos do restaurante e, assim, dar uma maior independência ao consumidor. Há menos contato e mais rapidez.

Logo no início da pandemia do novo coronavírus, a startup lançou o GoomerGo, que permite que restaurantes coloquem seu cardápio numa conta do WhatsApp. Os pedidos são processados sem que alguém precise ficar controlando. Um mês depois do lançamento, já são 15 mil restaurantes cadastrados.

Startup brasileira Goomer desenvolve soluções digitais para restaurantes (Foto: Divulgação)
Startup brasileira Goomer desenvolve soluções digitais para restaurantes (Foto: Divulgação)

“A gente quis criar uma solução que desse suporte aos restaurantes, que perdiam grandes fatias de seus ganhos com a porcentagem cobrada por empresas de delivery e, principalmente, perdiam o contato com o cliente”, afirma Felipe Lo Sardo, cofundador da startup.

Por enquanto, a startup não cobra valor algum para que os restaurantes usem o serviço via WhatsApp. No entanto, depois da covid-19, eles buscarão maneiras de monetizar o serviço.

Especialistas alertam, ainda, para um outro tipo de startup que deve ganhar força agora: as de reservas em restaurantes. Afinal, ainda que esses serviços estejam paralisados durante a quarentena, essas empresas devem ganhar força por contarem com uma funcionalidade primordial no momento em que estabelecimentos de alimentação reabrirem ao público. 

“Pense bem: as pessoas vão ter que manter distâncias maiores, as mesas não podem ser coladas. Como vai ficar uma praça de alimentação de shopping? Já era um caos antes, vai ser ainda mais agora”, afirma o professor de economia, Kléber Ribeiro dos Santos. “Reservas irão ajudar o público a se orientar, evitar aglomerações e facilitar organização”.

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