MP pede arquivamento de inquérito sobre suposto caso de estupro de Robson Bambu, do Corinthians

Bambu soma quatro partidas pelo Corinthians (Foto: Rodrigo Coca/Corinthians)


O Ministério Público solicitou o arquivamento do inquérito no suposto caso de estupro de vulnerável envolvendo o zagueiro do Corinthians, Robson Bambu, que teria ocorrido no início de fevereiro.

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De acordo com o promotor do caso, Márcio Takeshi Nakada, não houve indícios suficientes nem justa causa para a deflagração de ação penal contra o atleta e seu amigo, Wellington Ferreira Barros, conhecido como Pezinho. As informações foram publicadas inicialmente pelo ‘ge.globo’.

Para fundamentar a manifestação, Márcio elencou as possíveis provas e depoimentos de testemunhas colhidos. Foram ouvidos funcionários da balada e do hotel em que Robson e Pezinho estiveram com a denunciante e uma amiga dela, além do motorista do carro de aplicativo que levou as mulheres embora.

- Ante todo esse contexto probatório, ainda que haja a palavra da vítima, afirmando ter sido abusada sexualmente, os demais elementos probatórios colhidos durante a investigação não se harmonizam com a versão da vítima, seja a primeira ou a segunda versão – declarou Márcio.

- A sua amiga (nome omitido pela reportagem) não presenciou os fatos; apenas ouviu a vítima dizer que fora abusada sexualmente. Nenhuma das testemunhas ouvidas percebeu que a vítima (nome omitido pela reportagem) estivesse embriagada no momento da chegada ao hotel, tendo inclusive sua amiga apresentado versões contraditórias nesse ponto - concluiu o promotor ao ge.globo.

Agora, caberá a um juiz acatar a decisão, ou discordar dela. Nesta segunda opção, os autos serão encaminhados ao procurador geral, que poderá oferecer a denúncia, fazer a indicação de outro promotor ou realizar novamente o pedido de arquivamento do caso.

No início de maio, a delegada responsável pelo caso, Katia Domingues Salvatori, apresentou um relatório onde o atleta não é apontado como autor do crime.

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Sobre o caso

No dia 3 de fevereiro a ocorrência que associava Robson Bambu ao crime de estupro foi apresentada por uma mulher de 25 anos, que se apresentava como a vítima.

De acordo com a denunciante, ela estava em uma casa noturna, no bairro do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, com uma amiga, e lá conheceram Robson e um amigo do jogador, cujo o apelido é Pezinho.

Ambas então foram para um hotel com a dupla, a suposta vitima com Pezinho, e a amiga dela com Bambu. No local, todos admitiram inicialmente que mantiveram relação sexual de forma consensual. Porém, a suposta vitima mudou a sua versão posteriormente, dizendo que estava inconsciente no momento do ato.

A mulher foi submetida a um exame toxicológico que não apontou substâncias alcoólicas, ainda que ela tenha admitido a ingestão de alguns copos de vodca. O que foi encontrado foi o registro de canabidiol, principal elemento da maconha. A denunciante disse que fumou um vaper (espécie de cigarro eletrônico), mas não sabia se nele havia a droga.

As divergências principais no depoimento, no entanto, apareceram na manhã seguinte do suposto crime, onde a possível vitima afirmou acordar com Robson sobre ela, introduzindo a mão nas partes íntimas dela. Ainda segundo a versão da mulher, Pezinho estava no mesmo local e via tudo com consentimento.

Robson, contudo, nega que isso tenha acontecido. Segundo o jogador, ele, o amigo, a denunciante e a amiga dela chegaram ao hotel por volta das 6h30, foram para os quartos separados e por volta 10h30 acordou, porque precisava visitar alguns apartamentos – o jogador havia retornado ao Brasil e acertado com o Corinthians dias antes, e ainda procurava um local para residir em São Paulo.

Após duas tentativas de ligação para o quarto de Pezinho e a suposta vítima, que, de acordo com o zagueiro corintiano, não foram atendidas, ele foi até o cômodo, a mulher estava deitada e se irritou ao saber que já era perto das 11h, pois ela tinha um compromisso comercial e havia perdido o horário.

Contudo, de acordo com o Bambu, a confusão começou minutos depois, no quarto do jogador, quando a suposta vitima se exaltou, queria jogar água na amiga para acordar, e foi impedida.

No depoimento, Pelezinho, amigo de Robson Bambu, admitiu que ofereceu ajuda à denunciante, por conta do valor do dia de trabalho perdido, mas que ela teria dito para ele que gostaria de uma boa quantia de dinheiro.

O caso, então, foi levado à justiça pela mulher.

Enquanto a situação não for concluída, o Corinthians não se posicionará em relação ao assunto, mas reitera publicamente que não pactua com qualquer tipo de violência.

Robson Bambu, então, segue treinando e sendo relacionado para partidas normalmente. Até aqui, o jogador tem quatro jogos disputados pelo Timão.

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