MP gaúcho aponta que dinheiro do Inter custeou viagens de luxo e carro de esposa de dirigente em gestão Piffero

Fabio Utz
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A investigação do Ministério Público do Rio Grande do Sul que apura crimes de estelionato e lavagem de dinheiro na gestão 2015/2016 do Internacional, que tinha Vitorio Piffero como presidente, teve findada a sua quarta fase. A "Operação Prorrogação", que integra a "Operação Rebote", tem suas conclusões voltadas para o chamado "núcleo viagem". Dois dirigentes e quatro empresários do ramo de turismo foram denunciados.

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Na denúncia, o promotor Flávio Duarte diz que um dos cartolas do alto escalão comandava organização criminosa para desviar dinheiro do clube de maneira continuada e sucessiva por meio de artifícios administrativos e contábeis.

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Utilizando notas fiscais e documentos fraudulentos atestando serviços turísticos que não foram prestados, o grupo desviava valores que, posteriormente, eram direcionados para fins diversos, como compra de passagens de avião, de um cruzeiro para o Caribe, pagamento de hospedagem em hotel luxuoso e até de ceia de réveillon do dirigente e seus familiares.

Já outro integrante da gestão, também da linha de frente, desviou dinheiro do clube, em parceria com o empresário de uma das agências de turismo que foram utilizadas no esquema, para comprar uma caminhonete para a esposa, também denunciada por ocultação de bens. Conforme a investigação, os sete denunciados obtiveram para si, em prejuízo ao clube, mais de R$ 340 mil entre 2015 e 2016.