Mourinho trabalhou com Ronaldo Fenômeno... no Barcelona!

Goal.com

Atual técnico do Tottenham, José Mourinho chocou o mundo nesta semana ao afirmar que Ronaldo, o Fenômeno, era melhor do que são Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.

Não chega a ser exatamente uma surpresa, uma vez que o treinador português já havia falado no passado que, em sua opinião, o Ronaldo brasileiro era melhor do que o Ronaldo Cristiano. A novidade foi ter incluído, em conversa com a Live Score, o nome de Lionel Messi.

José Mourinho nunca treinou o craque argentino, mas quebrou sua cabeça para montar sistemas para conseguir diminuir a influência de Messi – especialmente nas três temporadas em que trabalhou no Real Madrid. O retrospecto favorece o camisa 10, embora seja bem equilibrado: em 24 jogos foram sete vitórias para o português contra oito do barcelonista.

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Por outro lado, Mourinho treinou CR7 no Real Madrid e conhece bem o seu compatriota – com quem não tem um bom relacionamento.

E, por mais que seja difícil se lembrar, José Mourinho também trabalhou com Ronaldo Fenômeno. O mais curioso de tudo: a parceria aconteceu no Barcelona, quando Mourinho foi tradutor e auxiliar técnico do inglês Bobby Robson.

A temporada era 1996-97 e, além de Ronaldo, Mourinho também trabalhou com um meio-campista chamado Pep Guardiola – com quem anos depois desenvolveria uma feroz rivalidade nos clássicos entre Barça e Real.

E em meio às conversas que tinha com Guardiola, com certeza Mourinho falava com admiração a respeito do atacante brasileiro.

No único ano em que vestiu as cores do Barça, Ronaldo fez história e seria eleito melhor do mundo pela primeira vez: marcou 47 gols em 49 partidas – incluindo gols antológicos, como a arrancada sensacional sobre o Santiago de Compostela – números dignos do que Messi e Cristiano já fizeram (embora tenham superado esta marca mais de uma vez, cada).

Você pode discordar de Mourinho, em sua afirmação de que Ronaldo foi melhor do que são Messi e CR7, e apresentar inúmeros argumentos para defender a tese.

Mourinho, entretanto, pode dizer que seu argumento é apenas um: ter testemunhado, trabalhando no Barcelona, com a proximidade que poucos tiveram, a melhor temporada de um dos melhores jogadores de todos os tempos.

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