Mourinho pode ser o próximo vilão de James Bond

O diretor Sam Mendes vê o técnico português como o inimigo perfeito para o Agente 007

Diretor do filme 007 acha que Mourinho seria um bom protagonista na saga. Foto: Gualter Fatia/Getty Images
Diretor do filme 007 acha que Mourinho seria um bom protagonista na saga. Foto: Gualter Fatia/Getty Images

Muitas vezes o futebol colocou José Mourinho como vilão. Seu sucesso no futebol, acompanhado de língua afiada rendeu ao técnico português vários inimigos. Agora, a figura de Mou poderia chegar ao cinema, nada menos que como um antagonista de James Bond, o agente 007.

Sam Mendes dirigiu Skyfall (2012) e Specter (2015) da saga de espionagem britânica, ambos estrelados por Daniel Craig. Na primeira, o vilão era Javier Bardem e na segunda Christoph Waltz, mas se Mendes tivesse que escolher um vilão para um novo filme agora, ele pensaria em José Mourinho.

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“Um grande vilão para James Bond? José Mourinho. Não há nada melhor do que isso, não é?”, disse o realizador em entrevista ao jornal britânico The Guardian, sobre o atual treinador da Roma, que completa 60 anos no fim de janeiro.

Sam Mendes dirigiu poucos filmes, mas sabe exatamente o que é o sucesso. Em sua estreia com American Beauty (Beleza Americana) ganhou o Oscar de melhor diretor e com 1917 ganhou o Globo de Ouro.

O próximo filme de Bond não contará mais com Craig, que interpretou o espião em cinco filmes desde 2006. Mendes se recusou a discutir sua substituição.

O cineasta de 57 anos vê o esporte como uma fonte de inspiração e até comparou a pressão de dirigir um filme de Bond com a de treinar o time de futebol da Inglaterra. “Operando sob tensão, tática, estratégia. Gerenciar não é diferente de treinar no sentido de que cada jogador precisa de algo diferente: alguns precisam de muita pressão, outros precisam se sentir seguros, alguns precisarão trabalhar em seu próprio ritmo, outros em um regime. Nem todo mundo tem que seguir a mesma dieta", comentou.

"Acompanho o Arsenal fielmente, e faço isso desde os seis anos de idade. E costumava dizer a mim mesmo que um dos poucos empregos no show business, se é que se pode chamar esporte de show, que tem tanta pressão quanto dirigir um filme de Bond é dirigir a seleção inglesa”, finalizou o cineasta.