MotoGP: Morbidelli quer manter mundial em aberto até última etapa

Germán Garcia Casanova
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Com apenas duas corridas restando na emocionante temporada da MotoGP de 2020, é natural dizer que quatro pilotos são favoritos ao título: Joan Mir, líder do campeonato com 162 pontos, Fabio Quartararo, em segundo com 125, Álex Rins em terceiro, também com 125 e Maverick Viñales, quarto colocado com 121. No entanto, o italiano Franco Morbidelli voltou à disputa e ainda sonha com o título, ao cravar a pole position na classificação do GP de Valência.

O piloto da Petronas/Yamaha não só larga da primeira posição, como vê os primeiros colocados fora do top 10, com exceção de Viñales, que sai de sexto. Caso Joan Mir não fique entre os dez primeiros e Morbidelli vença, o campeonato segue em aberto.

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“Me sinto fantástico, conseguimos perceber bem o que aconteceu na primeira corrida de Valência e tentamos corrigir. Logo na sexta-feira me senti melhor e temos lutado pelas posições mais altas. Vamos tentar manter este ritmo na corrida ", disse Morbidelli, que chegou em 11º no GP da Europa, disputado no mesmo circuito.

A 45 pontos do líder, o objetivo mais "fácil" para o piloto é lutar para ser o melhor da Yamaha ou terminar entre os três primeiros da classificação geral.

“Estou tentando tirar o máximo do campeonato, se for a primeira posição vai ser fantástico, se for terceira ou quarta também vai ser muito bom. Ainda temos que mirar no objetivo do título. Embora as possibilidades sejam mínimas, elas ainda existem. Estamos na melhor posição para brigar pela vitória e sempre me coloco o objetivo máximo, me sinto bem e posso aspirar a tudo. Se eu consigo ou não, é outra história. Vamos ver como trabalhamos amanhã e se podemos chegar a Portugal com o campeonato vivo”, argumentou o ítalo-brasileiro.

Depois do erro na escolha do pneu na semana passada, Franco deixou clara sua opção para este domingo. "Os pneus são bastante claros para nós, o médio traseiro oferece uma boa aderência à distância de corrida e vamos apostar neles”.

Durante o final de semana, o chefe da equipe da Petronas, Johan Stigefelt, disse que Morbidelli terá, em 2021, a mesma moto que os outros pilotos da marca. Franco acrescentou: “Confirmo, é verdade que no ano que vem vou andar na mesma moto que os pilotos oficiais. Estou muito satisfeito com a decisão do meu time e da Yamaha." Morbidelli compete, em 2020, com uma moto inferior às de Valentino Rossi, Viñales e Quartararo.

“É difícil me comparar com a outra Yamaha porque a moto é diferente e a comparação não é precisa. Tento analisar os dados se tenho dificuldades e vejo onde posso melhorar na pista, mas se você analisa as informações da configuração, erra. Pois a natureza das duas motos é completamente diferente. É bom para comparar o estilo de pilotagem, mas não é bom para o acerto. Tento ver, mas da maneira certa”, explicou.

Uma das chaves de que Morbidelli - apesar de ter uma moto diferente e, no papel, inferior - seja neste momento o piloto da Yamaha em melhor forma tem a ver com a presença de Ramón Forcada como seu engenheiro de pista.

“Sim, o que posso dizer é que o Ramón é muito, muito bom, é um craque no esporte, tem muita experiência e conhecimento, conhece a moto de cor e o fato de termos a mesma moto há um ano até a temporada seguinte, as modificações e ajustes que introduzimos nos dão uma vantagem. Somos muito precisos, é muito difícil as mudanças não funcionarem. Tenho sorte, tenho sorte de trabalhar com ele, ele nos dá uma grande vantagem”, concluiu Morbidelli.

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