MotoGP: Márquez e equipes repercutem falta de punição a pilotos em caso Yamaha

Oriol Puigdemont
·3 minuto de leitura

O caso da punição à Yamaha pelo uso de motores irregulares no GP da Espanha, primeira prova da temporada 2020 da MotoGP, segue repercutindo no paddock. Pilotos como Marc Márquez e as principais rivais da montadora japonesa deste ano, Ducati e Suzuki, falaram sobre o caso.

Na quinta, a Federação Internacional de Motociclismo (FIM) julgou a Yamaha culpada pelos motores irregulares, punindo-a com a perda de 50 pontos no campeonato de construtores e de equipes, com a oficial perdendo 20 e a Petronas outros 37.

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O motivo da sanção foi a modificação do propulsor da M1 antes da primeira prova do ano, em Jerez, após a homologação da unidade de potência pela FIM.

O castigo foi considerado brando pela maioria dos membros do paddock, sobretudo ao levar em consideração a importância da classificação dos Mundiais de construtores e equipes, além do fato dos pilotos da Yamaha, Maverick Viñales, Valentino Rossi, Fabio Quartararo e Franco Morbidelli, terem escapado de punições.

Outro ponto destacado é que isso pode criar um precedente perigoso, abrindo a porta para interpretações em um assunto que não deveria oferecer qualquer tipo de dúvida.

Apesar de estar fora do paddock devido à sua lesão que o afastou da temporada, Marc Márquez se manifestou nas redes sociais, mandando uma indireta à FIM por não penalizar os pilotos da Yamaha: "Agora parece que os pilotos não se beneficiam de vantagens mecânicas", escreveu o espanhol.

Já a Suzuki e a Ducati, principais rivais da Yamaha na disputa da temporada de 2020, explicaram porque não irão recorrer à decisão da FIM. Caso optassem pelo recurso, algo que eles têm direito pelo regulamento, poderiam colocar em risco a luta dos pilotos da Yamaha pelo título.

"Nós respeitamos a decisão, porque se trata de uma situação difícil", disse Davide Brivio, chefe da Suzuki. "Faça o que fizer nestas circunstâncias, como o que aconteceu, irá ofuscar o campeonaro".

"Se você punir a Yamaha e outra pessoa ganhar o título, sempre haverá alguém que irá questionar a legalidade do título. E o mesmo vale para o oposto. Se vencerem, sempre haverá a sombra da dúvida".

"A Suzuki está feliz por seguir lutando na pista. Prefiro que seja assim, sem que ninguém venha jogar em nossa cara qualquer tipo de suspeita".

Já Paolo Cibatti, diretor esportivo da Ducati, destacou a possibilidade do "precedente perigoso" que o caso pode criar.

"A decisão do Painel de Comissários é estranha. Principalmente porque, neste tipo de caso, pilotos, equipes e construtoras estão juntas nesse caso, e todos deveriam ser punidos. Se eles optaram por penalizar as equipes e os construtores, mas não os pilotos, cria um precedente perigoso".

"Acreditamos que sabemos os motivos por trás dessa decisão e, por isso, não apelaremos. A culpa não é dos pilotos, mas é certo que eles correram em Jerez com motores irregulares".

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