Moradores de Paraisópolis protestam contra ação da PM que acabou com 9 mortes em baile funk

Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

Moradores da favela de Paraisópolis (zona sul de São Paulo) promovem um protesto no início da noite desta quarta-feira (4) por conta da morte de nove jovens, supostamente pisoteadas, na madrugada do último domingo (1), quando uma ação da Polícia Militar em um baile funk.

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Com palavras de ordem, os manifestantes pediram justiça e gritaram palavras de ordem. Eles seguiram em direção ao Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi (também na zona sul), sede do governo paulista, para tentar uma audiência com o governador João Doria (PSDB).

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O trânsito na avenida Morumbi chegou a ser paralisado. Famílias de duas famílias participam da manifestação, uma delas de Denys Henrique Quirino da Silva, 16 anos. Na frente da passeata, manifestantes seguravam uma faixa com fotos das nove vítimas.

O Ministério Público de São Paulo está investigando como homicídio as nove mortes ocorridas depois da operação da Polícia Militar.

Os nove jovens, com idades entre 14 e 23 anos, teriam morrido pisoteados, de acordo com a PM. Familiares das vítimas e participantes do baile, no entanto, contestam essa versão.

Ministro comenta episódio

Sergio Moro, ministro da Justiça, se manifestou sobre as noves mortes ocorridas em Paraisópolis, depois de uma operação da Polícia Militar de São Paulo. O ex-juiz disse que “aparentemente” houve um “excesso” e um “erro operacional grave” da corporação paulista.

“Aparentemente, houve lá um excesso, um erro operacional grave, que resultou na morte de algumas pessoas”, afirmou Moro, ressaltando que a Polícia Militar é uma “corporação de qualidade”. João Dória, governador de São Paulo, disse que as operações de repressão direcionadas aos bailes funks não mudarão e que os policiais envolvidos no ocorrido “serão preservados”.

***Com informações da Folhapress

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