Para Caniggia, Messi continuará abaixo de Pelé e Maradona mesmo com tri

EFE

Buenos Aires, 24 abr (EFE).- O ex-atacante argentino Claudio Caniggia disse que Diego Maradona e Pelé estão acima de Lionel Messi e continuarão nesse patamar mesmo se o jogador do Barcelona liderar a seleção argentina na conquista do título da Copa do Mundo deste ano.

"Não é complicada a comparação. Se Messi vencer a Copa, dependerá de como ganhe. Se for sendo a grande figura, como Diego no México em 1986, muitos pensarão que poderia igualá-lo, mas superá-lo, não. Maradona é o jogador mais incrível que vi, um jogador extraordinário", disse Caniggia à emissora "Radio La Rede".

"Messi em algumas coisas é mais constante, mas o Maradona fazia ninguém fazia. Só coloco Pelé à sua altura, a quem eu não assisti, mas pelo que dizem. São os dois jogadores mais extraordinários que o futebol nos deu", acrescentou.

O ex-jogador de River Plate, Boca Juniors, Roma e Benfica, entre outros, disse ser bom que haja um debate sobre quem é o melhor de todos os tempos, mas ressaltou não ter dúvidas de que é Maradona.

"Eu opino que não há um jogador como Maradona. Não existe e ainda não nasceu. Messi é um craque, um fenômeno, mas não acredito que tenha nascido um jogador como Maradona", insistiu.

Caniggia, que disputou as Copas de 1990 e 1994 ao lado de 'El Pibe' e esteve também na de 2002, ainda criticou que alguns jogadores se destacam nos seus clubes na Europa e não repetem o bom futebol pela 'Albiceleste'.

"No fim das contas, acabamos dependendo de Messi e mais algum. Os outros precisam aparecer. É uma seleção que tem o mesmo crédito, é a Argentina, e os adversários nos respeitam, mas deixamos dúvidas. Os jogadores têm que aparecer. Estamos dependendo muito de um jogador e não pode ser assim, precisamos de variantes", alertou o ex-atacante, que, contudo, não considerou que a derrota sofrida para a Espanha por 6 a 1 em amistoso no mês passado tirou o respeito que a bicampeã mundial tem dos concorrentes.

Além disso, Caniggia revelou que não vê com bons olhos o trabalho do técnico Jorge Sampaoli, mas pediu que o ex-treinador de Chile e Sevilla seja prestigiado.

"Ele é o técnico e não há outro, então lhe daremos o crédito. Não digo que não merecia a seleção, quero dizer que foi o eleito entre outros técnicos que obviamente, para mim, eram melhores, mas que não quiseram vir por diferentes motivos", afirmou.

"Há coisas a serem melhoradas e variantes que Sampaoli tem que encontrar. Falta pouco para a Copa, e ainda há quatro ou cinco posições no campo de jogo a serem definidas. Não sabe se joga um ou outro, e isso é o que mais me preocupa", encerrou. EFE


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