Moleques de Xerém: Fluminense conquista o Brasileirão sub-17 e mostra a força de sua base

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Um dos maiores orgulhos da torcida do Fluminense é a fábrica de talentos de sua base, que tem rendido bons frutos e dado muitas alegrias. E nesta segunda, a nova safra de jogadores considerada por muitos no clube como a "Geração dos sonhos" teve a sua consagração em Curitiba. O Tricolor derrotou o Athletico novamente por 2 a 1 e conquistou o título do Brasileirão sub-17.

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Com um início avassalador, a equipe não deu espaço ao adversário e em 9 minutos abriu 2 a 0 no placar. Assim, os Moleques de Xerém surpreenderam o Furacão com uma marcação bem alta e muita posse de bola. Esses fatores atrelados ao talento coletivo e individual fizeram com que o time controlasse bem a partida e erguesse o troféu inédito.

- A gente veio com uma estratégia de surpreender o adversário. Com uma pressão muito alta, em cima do campo deles, para conseguir fazer logo o gol. Graças a Deus a gente conseguiu dois e com chance de até fazer o terceiro. Depois, foi cozinhar um pouco mais a partida. Fazer o tempo andar para conseguir sair com esse título - disse o treinador Eduardo Torres.

- Representa (a vitória) um trabalho coletivo de Xerém. Um trabalho de muitas mãos. Não é só dessa equipe técnica ou desses jogadores. É um ideia metodológica solidificada dentro do nosso clube e que vem tendo resultados cada vez mais - completou.

As estrelas do título inédito do Fluminense sub-17

Antes do título brasileiro, essa geração já tinha sido campeã carioca e vice da Taça BH e da Copa do Brasil em 2018. Artilheiro com 12 gols, o jovem Kayky foi um dos destaques da competição com boa finalização e oportunismo e marcou nos dois jogos da decisão. Em todas as vezes que estufou as redes, o atleta realizou uma homenagem ao pai Demir, uma comemoração já característica do jovem atleta.

Responsável pelas transições ofensivas e por um jogo mais dinâmico, o congolês Metinho é outro destaque. Com uma semelhança física com o francês Paul Pogba, o meio-campista, que já chamou a atenção até do técnico Tite, é o capitão da equipe e demonstra muita personalidade. Além disso, ele tem bom passe e desarme, vindo de trás para organizar o setor ofensivo.

Nesse mesmo setor, porém um pouco mais à frente, o camisa 10, Matheus Martins, armador com várias convocações nas seleções de base. Ele é versátil e atua em várias posições do meio-campo e também no ataque. Seja pelos lados ou mais centralizado, o veloz atleta chega bem na área e costuma levar perigo ao adversário. Na decisão, balançou a rede e deu uma assistência para Kayky.

Por fim, dois nomes também se destacaram na campanha: Arthur e João Neto. Com apenas 15 anos, precoce e considerado por muitos como a principal estrela da constelação Tricolor, Arthur tornou-se titular e é um armador com muita visão de jogo. Logo aos 4 minutos, ele deixou Matheus Martins na cara do gol com um passe preciso.

O atacante João Neto, por sua vez, atua mais centralizado, mas também pode jogar pelos lados, como ocorreu no primeiro jogo da final no estádio Luso Brasileiro. Nos acréscimos da decisão, após o início de uma confusão generalizada, João foi agredido com uma "voadora" pelo reserva João Gabriel do Athletico.

- É um grupo talentoso. Um grupo que está amadurecendo e criando cada vez mais um espírito coletivo, de equipe. E isso vai fazer com certeza eles se tornem grandes jogadores - finalizou o treinador tricolor.