Modesto Roma recorrerá à Justiça comum contra expulsão do Santos

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O ex-presidente do Santos Modesto Roma (ao centro) ladeado por outros ex-presidentes
O ex-presidente do Santos Modesto Roma (ao centro) ladeado por outros ex-presidentes

O ex-presidente santista Modesto Roma recorrerá à Justiça comum para permanecer no quadro de sócios do Santos.

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O Conselho Deliberativo do clube decidiu por ampla maioria em reunião nesta terça-feira (5), acatar parecer da Comissão de Inquérito e Sindicância que pede a expulsão do ex-presidente Modesto Roma Júnior do quadro associativo do Santos FC  em processo que julgou o balanço do exercício de 2017, o último de sua gestão. O pedido consta do relatório de processo conduzido pela CIS, composta pelos conselheiros José Geraldo Gomes Barbosa, José Rubens Marino, José Rubens Paixão Passos, Florival Amado Barletta e Décio Couto Clemente.

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Modesto explicou que irá até a última instância para reverter essa deliberação e alega que o julgamento foi político e não técnico. Roma afirma que a CIS não permitiu que ele exercesse seu direito constitucional de plena defesa.

“Ainda não tomei conhecimento oficial nem do relatório e nem dessa deliberação do conselho, a não ser pela imprensa, recebi de forma tranquila e com muita serenidade o ocorrido”, disse ao blog. “Importante saberem que fui alijado do processo todo o tempo, não me permitiram exercer meu direito de defesa, não ouviram testemunhas que indiquei, não levaram em consideração argumentos e documentos que enviei e pedi para serem examinados.”

Segundo o ex-presidente, ele entende ter sido vítima de um julgamento conduzido de forma política. “Foi um processo político e que dever ser revisto pelo Judiciário, como já aconteceu algumas vezes no clube, inclusive recentemente”.

Questionado se irá buscar a reparação da decisão na Justiça comum, Modesto foi enfático: “Evidente que sim; Quando acabarem os trâmites internos do clube, se essa punição se mantiver, é o caminho natural; Gostaria que isso fosse discutido em uma instância imparcial e independente, mas o caso é da esfera judicial”.

Apesar do processo se referir o das contas de 2017, o que norteia o parecer da CIS é o caso da intermediação dos valores pagos pelo PSG ao Santos quando o clube francês comprou Neymar do Barcelona. "As pessoas ainda não entenderam que isso não foi um pagamento de cláusula de solidariedade da FIFA. A maior prova é que quem paga a cláusula de solidariedade é o clube que recebe o dinheiro, no caso, se fosse, seria o Barcelona e não o PSG; Mas as pessoas preferem confundir do que explicar", lamentou.

Em 2015, o plenário expulsou do clube o ex-presidente Odílio Rodrigues, seu vice Claudio Aquino e todos os membros do Comitê de Gestão e a Justiça determinou seu retorno. 

A gestão de Luiz Álvaro de Oliveira Ribeiro e o conselho da época reprovou também contas de 1999 de Marcelo Teixeira e não honrou acordos bancários feitos pelo ex-presidente que teve suas contas pessoais, que eram garantias das operações, prejudicadas. Teixeira ganhou o caso na Justiça, recebeu o que o Santos lhe devia e só não recebeu juros e nem indenização porque não quis exercer o direito.

Samir Abdul-Hak,  também teve contas rejeitadas em 1999, teve punição dada pelo Conselho e obteve na Justiça inclusive a ressarcimento pecuniário por perdas e danos em 2008 conforme o site JusBrasil (https://tj-sp.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/3010127/apelacao-com-revisao-cr-2546564600-sp/inteiro-teor-101223713.) O valor foi de cerca de R$ 380 mil pagos em parcelas na gestão Luiz Álvaro de Oliveira Ribeiro.

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