Mistério na Williams, Albon e Gasly: o que falta definir na F1 para 2020

VITOR FAZIO

A renovação de Antonio Giovinazzi com a Alfa Romeo, confirmada nesta semana, foi um passo decisivo na reta final da ‘silly season’ de 2019 da Fórmula 1. A vaga ocupada pelo italiano era uma das últimas que causava verdadeira incerteza. Mas engana-se quem pensa que a permanência do italiano coloca um ponto final no mercado de pilotos. Na verdade, restam ainda quatro carros oficialmente sem donos para 2020.

É verdade que boa parte das vagas sem confirmação dependem apenas de um anúncio formal. São as duas da Toro Rosso e a da Red Bull. Alexander Albon e Pierre Gasly são os protagonistas nesse front, apesar de o tailandês ter favoritismo claro para seguir em Milton Keynes em 2020.

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Na rabeira do grid, resta também a vaga da Williams. Esta está em aberto desde a decisão de Robert Kubica de não renovar para 2020. Desde então, Nicholas Latifi surgiu como favorito. Nico Hülkenberg, por sua vez, surge como favorito a deixar o grid no fim do ano.

O GRANDE PRÊMIO aproveita a renovação de Giovinazzi para recapitular a ‘silly season’ da F1 – tanto o que passou quanto o que ainda está por acontecer.

Alexander Albon, mesmo que confortável na Red Bull, ainda não tem contrato (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)


Mercedes – Lewis Hamilton e Valtteri Bottas

2019 começou com a segunda vaga da Mercedes como grande ponto de discussão. Afinal, Bottas estava no último ano de contrato, vinha com performances decepcionantes e tinha Ocon pronto para dar o bote. Só que o começo de ano convincente de Valtteri tratou de encaminhar a renovação, mantendo uma dupla bastante funcional com o hexacampeão Hamilton.

Ferrari – Sebastian Vettel e Charles Leclerc

Os dois começaram o ano já com contrato para 2020, praticamente inviabilizando uma participação ativa na ‘silly season’. O máximo que aconteceu foi uma série de questionamentos a respeito de Vettel, com rumores indicando uma aposentadoria precoce ou até mesmo desejo de voltar para a Red Bull.

Red Bull – Max Verstappen e ???

Max Verstappen segue como príncipe em Milton Keynes, assim ficando quase intocável no mercado de pilotos. Toda a atenção ficou concentrada na segunda vaga: a equipe começou o ano com Pierre Gasly, mas trocou por Alexander Albon após uma sequência decepcionante.

Ao menos no papel, Gasly e Albon seguem candidatos à vaga. A Red Bull prometeu avaliar os dois concomitantemente e decidir no fim do ano. Só que, com o tailandês já evoluindo na escuderia e o francês bem encaixado na Toro Rosso, é difícil contar com uma reversão do rebaixamento sacramentado em agosto.

Pierre Gasly, por sua vez, se aproxima da Toro Rosso (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)


McLaren – Carlos Sainz Jr. e Lando Norris

A dupla saiu melhor do que a encomenda. Sainz e Norris, além de mostrar bons resultados para suas respectivas realidades, apresentaram grande relação fora das pistas. Desse jeito, a McLaren não titubeou – os contratos foram renovados para 2020 ainda em junho, evitando qualquer risco de reviravoltas na janela de transferências.

Renault – Daniel Ricciardo e Esteban Ocon

Ricciardo estava em situação confortável, chegando com a promessa de ajudar a Renault no longo prazo. Hülkenberg também, ainda que no último ano de contrato – afinal, era um bom segundo piloto e ajudava bastante na soma de pontos. Só que tudo mudou quando ficou claro que Bottas seguiria na Mercedes, deixando Ocon livre no mercado.

A Renault não pensou duas vezes antes de chamar Ocon, com quem já tinha trabalhado no passado. É assim que Hülkenberg ficou livre no mercado e, provavelmente, sem vaga em 2020.

Racing Point – Sergio Pérez e Lance Stroll

Não houve surpresas na Racing Point. Stroll certamente seguiria, já que tem o pai como dono da equipe. Pérez precisava de um contrato novo, mas parecia que a equipe britânica estava disposta a oferecê-lo. O mexicano levou algum tempo para assinar e até cultivou rumores, mas optou por seguir representando os rosáceos em 2020.

Alfa Romeo – Kimi Räikkönen e Antonio Giovinazzi

A peça mais recente a se encaixar. Räikkönen era uma certeza, tendo assinado contrato de dois anos ao fim de 2018. A segunda vaga tinha Giovinazzi batalhando para vingar na F1, mas tendo como ameaça essencialmente qualquer outro que fosse demitido.

Acabou que Hülkenberg virou a ameaça a Giovinazzi. O italiano, muito por conta da expectativa de evolução e do segundo semestre razoável, deu um jeito de seguir representando a escuderia em 2020.

Nico Hülkenberg tem tudo para ficar sem vaga no grid (Foto: Renault)


Toro Rosso – ??? e ???

As interrogações duplas fazer a Toro Rosso parecer um segredo maior do que realmente é. É que não há quem possa ameaçar a dupla atual, Kvyat e Gasly.

O russo não faz uma temporada espetacular, mas ao menos fugiu da espiral negativa que marcou a carreira em anos recentes. Gasly, por sua vez, não tem muito o que fazer para subir para a Red Bull. O trabalho de Albon é convincente a ponto de levar a renovação sem problemas. E o francês, convenhamos, faria bom uso de um ambiente como Faenza em 2020.

Haas – Kevin Magnussen e Romain Grosjean

A equipe que todo mundo apostava que trocaria pilotos acabou não fazendo nada disso. Magnussen nem surpreende muito – afinal, o dinamarquês já tinha contrato para 2020 e não chega a merecer uma rescisão.

A bomba estava no colo de Grosjean, sem contrato para 2020. Hülkenberg até ameaçou o francês, mas acabou que a Haas nem se interessou no alemão. Por um motivo qualquer, ficou decidido que Romain seguiria representando os americanos em 2020.

Williams – George Russell e ???

Russell assinou com a Williams com a missão de amadurecer e esperar uma abertura de vaga na Mercedes. Ainda não aconteceu, o que significa que o britânico segue lá em 2020. A segunda vaga, por sua vez, tem tudo para ser a última a ser definida no grid. Kubica já anunciou que não quer seguir em Grove, o que abre portas para Nicholas Latifi, provável vice-campeão da F2.

A questão é que a Williams quer esperar o fim da temporada antes de decidir algo. Desse jeito, pode ser também que outro endinheirado apareça para ajudar os britânicos na tentativa de se tornar competitivos o mais rápido possível. Nico Hülkenberg, apesar de também cotado, já indicou que não tem interesse em um retorno.

 


 

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