Ministro da Saúde anuncia novos protocolos para tratamento da Covid-19

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Ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, apresenta novos protocolos para tratamento da Covid-19 em reunião ministerial. (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, apresenta novos protocolos para tratamento da Covid-19 em reunião ministerial. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (9), a mudança em dois protocolos relativos a testagem em massa e manejo de pacientes com coronavírus. Sem mencionar diretamente a cloroquina, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que os pacientes com sintomas da Covid-19 devem procurar imediatamente as unidades de saúde para diagnóstico e prescrição de medicamentos.

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A partir dessa mudança, os pacientes não devem esperar o agravamento do quadro para procurar as unidades de saúde. A orientação prevê que o diagnóstico pode ser clínico, ou seja, feito a partir da avaliação do médico, que deve fazer a prescrição de medicamentos e iniciar o tratamento o mais rápido possível.

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“Pode ser realizado o teste, o que muda é que não precisa esperar o resultado do exame para iniciar o tratamento”, apontou Pazuello, em reunião ministerial do Executivo, no Palácio da Alvorada, transmitida ao vivo.

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Em relação ao manejo de pacientes, o ministério orienta que a UTI deve ser a última opção no tratamento. O novo protocolo prevê que pacientes sejam encaminhados para unidades de suporte ventilatórios, depois para unidades de tratamento semi-intensivo, caso haja agravamento do quadro, façam uso de respiradores ainda nas unidades de suporte e, por fim, sejam transferidos para UTI.

“Temos que tratar antes do agravamento, para evitar que esse paciente chegue a UTI", indicou.

POLÊMICA COM NÚMEROS

O ministro da Saúde negou também que a pasta esteja escondendo dados da Covid-19 no Brasil. Após atrasar a divulgação dos boletins diários com o total de casos e de óbitos confirmados nas últimas 24 horas, o Ministério deixou de informar o acumulado dos dois dados. O total de diagnósticos e de mortes também não estava mais disponível no site covid.saude.gov.br.

Na reunião ministerial desta terça-feira (9), Pazuello informou que houve uma mudança no sistema utilizado pelo ministério, para ser mais fiel na evolução de casos da doença. De acordo com o ministro, as mortes passam a ser contabilizadas no dia em que ocorreram, e não mais no dia em que foram registradas. Pazuello informou que o novo sistema estava sendo implementado há 20 dias, entrou no ar no último domingo (7) e ainda está sendo aperfeiçoado.

O ministro interino defendeu a publicação de "dados completos" e "sem nenhum tipo de dificuldade de acesso". 

“A mudança no dia dos óbitos é para ver com mais transparência. O total continua o mesmo. O lançamento será feito no dia em que morreu, não no dia em que foi registrado no boletim sanitário. Para o gestor analisar a curva verdadeira e entender o que aconteceu”, destacou.

Sobre o assunto, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou para criticar a mídia e dizer que veículos de comunicação deturparam a informação sobre o registro de mortes pela Covid-19.

ETAPA FINAL

Na avaliação do ministro da Saúde, o Brasil já está na etapa final da passagem da pandemia.

“Na primeira fase, tivemos o impacto na região Norte e Nordeste e nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro, por conta de suas peculiaridades; na segunda etapa, o impacto foi nas capitais e nas regiões metropolitanas, onde já houve uma queda no número de casos; e agora temos o recrudescimento no interior dos estados”, disse Pazuello.

Segundo ele, as estruturas hospitalares nas capitais estão ociosas e o ministério vai agora organizar a fila de regulação para que os pacientes do interior dos estados possam utilizá-las.


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