Ministro diz que caso de assédio na Rússia é 'desserviço' para o Brasil


O Ministro do Esporte, Leandro Cruz, recebeu jornalistas brasileiros na manhã desta quarta-feira, na Embaixada do Brasil em Moscou, na Rússia, e se manifestou sobre os casos de assédio, cometido por brasileiros contra mulheres russas na Copa do Mundo. Ele lembrou do Programa Esporte Sem Assédio, de combate a esse tipo de violência entre atletas brasileiras, mas afirmou que o fato não poderia ser previsto na cartilha que o governo criou e distribuiu aos torcedores sobre como se comportar no país.

— Em primeiro lugar, acho que o caso não é de homens desrespeitosos com mulheres russas. São homens desrespeitosos, que o devem ser com mulheres brasileiras, russas, inglesas, francesas. São pessoas que prestaram um imenso desserviço ao Brasil — declarou o ministro, que completou:

Brasileiro assediando russas
Brasileiro assediando russas

— Não teria como prever isso numa cartilha, porque são quatro ou cinco homens em milhares de brasileiros que estão aqui.

O ministro ainda falou sobre a recepção do povo russo e a forma como os brasileiros estão sendo tratados durante a Copa do Mundo:

— Se tem uma coisa que vou levar daqui é o carinho que o povo russo tem com o povo brasileiro. Acho que isso explica um pouco do que possibilitou essa covardia: esse 'desarmamento' do povo russo em relação à gente. Eles estão absolutamente abertos. Uma atitude como essa, além de envergonhar nosso país, é merecedora de todas as repreendas que a gente possa fazer, porque realmente é um desserviço. Sem dúvida isso foi de uma gravidade imensa e não pode ser tolerado — manifestou Cruz.

O ministro ainda falou sobre as indicações de conduta do Guia Consular do Torcedor Brasileiro e da campanha ‘Esporte Sem Assédio’, lançada na ONU:

— O Guia Consular, inclusive, indica uma conduta correta aos nossos concidadãos, que certamente não foi respeitada. Essa questão no Ministério do Esporte não é tolerada em hipótese alguma. Uma das nossas campanhas centrais é a do Esporte Sem Assédio, lançada na Organização das Nações Unidas (ONU). Temos trabalhado essa campanha junto às federações e confederações porque o assédio, seja ele moral, sexual ou de qualquer forma, não é admitido pelo ministério ou pela ética e conduta esportiva — finalizou

Entenda o caso
Um grupo de brasileiros viralizou ao gravar e divulgar na Internet um vídeo no qual uma jornalista russa estava cercada de ao menos cinco homens brasileiros sendo incentivada a gritar palavras obscenas sobre o órgão sexual feminino. Claramente sem entender o que acontecia, a russa tentava entrar no ritmo dos brasileiros. O vídeo causou indignação. Dias depois, outro vídeo com conteúdo parecido também viralizou.











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