Ministro da Educação diz que governo Bolsonaro tem livro didático barato e 'sem ideologia'

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Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou um vídeo no Twitter defendendo distribuição de livros didáticos sem "ideologia”.

  • “É para ensinar a ler, escrever, ciências, matemática, não é para doutrinar”, diz.

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou um vídeo nesse sábado (11) em que defende a distribuição de livros didáticos para estudantes de escolas públicas. O post, feito no Twitter, destaca, porém, que o material não deve ter "ideologia”. “É para ensinar a ler, escrever, ciências, matemática, não é para doutrinar”, diz. Neste domingo (12), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), também em seu perfil oficial no Twitter, compartilhou o post do ministro (veja abaixo).

O governo federal tem um custo anual de aproximadamente R$ 2 bilhões anuais para 165 milhões de livros didáticos, conforme o ministro.

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Junto com a gravação, ele escreveu: “Livro didático no governo Jair Bolsonaro: mais barato e sem ideologia política ou de gênero”.

“Todo esse dinheiro compensa a gente gastar? Compensa, porque, se as famílias forem comprar individualmente os livros, vai sair muito mais caro. O mesmo livro que nós distribuímos ao custo para o contribuinte de R$ 10, se nós formos comprar individualmente em uma livraria, vai sair R$ 100. O mesmo livro. Então, para todos nós, para a sociedade, gera economia”, defendeu Weintraub, no vídeo.

Nesse sábado (11), reportagem do jornal O Estado de S.Paulo revelou que o governo federal aluga um depósito na Grande São Paulo para armazenar exemplares nunca utilizados e que estuda descartar 2,9 milhões de livros nunca utilizados. Agora, o MEC avalia qual destino dar a esse material, comprado em gestões anteriores. Neste estoque, há obras desatualizadas desde 2005, que não podem ser entregues aos alunos. 

Também este mês, Bolsonaro classificou os livros didáticos como “péssimos” e com “muita coisa escrita”. Dias depois, o ministro Abraham Weintraub reforçou a crítica e disse que já deu “boa limpada” no material.

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