Ministro da Casa Civil diz que governo rejeitará ajuda financeira oferecida pelo G-7

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Ministro da Casa Civil seguiu tom das declarações de Bolsonaro e criticou duramente o presidente francês Emmanuel Macron - Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Ministro da Casa Civil seguiu tom das declarações de Bolsonaro e criticou duramente o presidente francês Emmanuel Macron - Foto: AP Photo/Eraldo Peres

Onxy Lorenzoni, ministro da Casa Civil, afirmou que o governo rejeitará a ajuda de cerca de R$ 90 milhões do G-7 para combater as queimadas na Amazônia que foi anunciada por Emmanuel Macron, presidente francês, nesta segunda-feira (26).

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"Agradecemos, mas talvez esses recursos sejam mais relevantes para reflorestar a Europa. O Macron não consegue sequer evitar um previsível incêndio em uma igreja que é um patrimônio da humanidade e quer ensinar o quê para nosso país? Ele tem muito o que cuidar em casa e nas colônias francesas", disse o ministro ao blog do jornalista Gerson Camarotti no portal G1.

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A declaração forte de Lorenzoni seguem o tom das falas do presidente brasileiro nos últimos dias. Jair Bolsonaro e Emmanuel Macron tem trocado farpas publicamente desde a semana passada.

O dinheiro proveniente dos líderes do G-7 seria destinada, em sua maior parte, ao envio de aviões de combate a incêndio. O grupo também ofereceu uma assistência de médio prazo para o reflorestamento a ser apresentada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marcada para o fim de setembro. Para receber essa ajuda, o Brasil precisaria aceitar em trabalhar com ONGs e com a população local, de acordo com o governo francês.

"O Brasil é uma nação democrática, livre e nunca teve práticas colonialistas e imperialistas como talvez seja o objetivo do francês Macron. Aliás, coincidentemente com altas taxas internas de rejeição", disparou o ministro da Casa Civil.

Mesmo diante das inúmeras críticas internacionais que a política ambiental do governo Bolsonaro vem recebendo, Onxy exaltou capacidade do país ao afirmar que o Brasil pode ensinar “a qualquer nação” como proteger matas nativas. Por fim, ainda lembrou que “não existe nenhum país que tenha uma cobertura nativa maior”.

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