Ministério Público anuncia fim da força-tarefa da Lava Jato no Paraná

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A man walks past by a banner which reads: "The republic of Curitiba warns: The law is for everyone #we are all lava jato" in a street in Curitiba, Brazil September 12, 2017. REUTERS/Paulo Whitaker
Força-tarefa da Lava Jato em Curitiba era considerada um dos pilares da operação contra a corrupção (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

A força-tarefa da operação Lava Jato no Paraná não existe mais. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 3, mas o núcleo foi encerrado na última segunda-feira, 1º, quando membros da equipe foram integrados ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, do Ministério Público Federal.

A nomeação foi feita pela Procuradoria Geral da República, liderada por Augusto Aras. Ao todo, quatro procuradores que estavam alocados na Lava Jato no Paraná foram para o Gaeco, enquanto outros dez atuarão em casos específicos, em dedicação exclusiva.

Alessandro José de Oliveira ocupada o posto de coordenador da força-tarefa no estado e, com o fim do grupo, passará a ser responsável pelo núcleo da Lava Jato no Gaeco. Em nota, ele elogiou o trabalho da operação.

“O legado da força-tarefa da Lava Jato é inegável e louvável considerando os avanços que tivemos em discutir temas tão importantes e caros à sociedade brasileira”, ponderou.

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A última fase da Lava Jato foi deflagrada em janeiro, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão para investigar lavagem de dinheiro na Petrobrás e na Transpetro.

Um dos principais nomes da força-tarefa era Deltan Dallagnol, que deixou a operação em setembro de 2020.

O presidente Jair Bolsonaro foi eleito em 2018 e, entre as bandeiras da campanha, estava o fortalecimento da operação Lava Jato e a luta contra a corrupção. Desde que assumiu, a operação tem perdido força e, em 2020, Bolsonaro chegou a dizer que tinha acabado com a Lava Jato, porque não havia mais corrução no governo.

O PGR, Augusto Aras, também comentou que erros deveriam ser corrigidos para não estender o “lavajatismo”.

Em 7 anos, a operação teve 79 fases e teve 278 condenados.