Microsoft cria supercomputador para desenvolver inteligência artificial quase humana

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Foto: Pedro Fiúza/NurPhoto via Getty Images
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A Microsoft divulgou nesta semana a criação de um dos maiores supercomputadores do mundo, desenvolvido especialmente para a OpenAI. A empresa fez esse comunicado durante a Build, sua conferência para desenvolvedores, que este ano não foi realizada presencialmente em Seattle como de costume, mas sim virtualmente.

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Segundo a Microsoft, o supercomputador será usado para treinar os modelos de inteligência artificial da OpenAI, empresa fundada em 2015 com financiamento inicial de empreendedores como Elon Musk e Sam Altman. Musk já deixou a empresa, mas Altman é o atual CEO.

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De acordo com o estatuto da empresa, o objetivo desse trabalho é criar uma inteligência artificial geral que seja capaz de superar humanos. O grupo afirma que sua principal preocupação é que essa tecnologia possa beneficiar toda a humanidade, além de garantir que o poder dela não se concentre nas mãos de poucas pessoas.

O novo supercomputador tem números incríveis, como 285 mil núcleos de CPU, 10 mil unidades de processamento gráfico e 400 gigabits por segundo de conectividade para cada servidor GPU. Sem dúvida é uma das cinco máquinas mais poderosas do mundo, mas a Microsoft não revela exatamente qual posição ela ocupa na lista.

A Microsoft e a OpenAI anunciaram a parceria no ano passado. As empresas concordaram que a Microsoft seria a parceira perfeita para a comercialização das novas tecnologias de IA. O acordo também previa o desenvolvimento das tecnologias de superprocessamento de IA da Azure, projeto em que a Microsoft investiria US$ 1 bilhão.

O novo supercomputador é o primeiro grande resultado dessa iniciativa.

A Microsoft afirma que também vai oferecer recursos independentes de IA aos clientes empresariais que não precisam de um dos computadores mais potentes do planeta.

A empresa diz que vai disponibilizar os modelos de IA do projeto Microsoft Turing para os clientes empresariais. Dessa forma, eles terão acesso aos mesmos modelos usados pela própria Microsoft para a compreensão de idiomas nos produtos Microsoft 365.

O modo Turing, por exemplo, desenvolve uma compreensão mais completa dos idiomas, usando a chamada aprendizagem "autossupervisionada". Com esse modelo, o sistema pode tentar preencher lacunas das frases com base nas palavras presentes, usando bilhões de páginas de informações de fontes on-line, como manuais de instruções, orientações de recursos humanos e a Wikipédia.

De acordo com a Microsoft, com o treinamento adequado, esse modelo é capaz de resumir palestras muito longas, mediar bate-papos ao vivo ou gerar códigos por meio de pesquisas no GitHub.

Esperamos que ele não aprenda o suficiente para escrever reportagens sobre tecnologia para o Yahoo Finanças.

Daniel Howley

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