Michel revela mágoa com torcida, mas admite queda no Tricolor

Neste sábado, Michel Bastos viveu seu primeiro reencontro com o São Paulo, em Choque-Rei realizado no Palestra Itália que terminou com vitória por 3 a 0. Nesta segunda-feira, o meia voltou a falar de seu período no Tricolor e admitiu que teve uma queda de rendimento em 2016, mas atribuiu isso à primeira lesão muscular que teve na carreira. Além disso, o camisa 15 do Verdão revelou mágoa pelas acusações da torcida de que era mercenário.

“Eu acho que em um certo período sim, eu acabei caindo de rendimento no São Paulo, no ano passado por exemplo. Eu cheguei em 2014 com um timaço, com Kaká, Kardec, Ganso, Luís Fabiano, Pato e mesmo com o time dando pouco espaço para um jogador que chegou no segundo turno do Campeonato Brasileiro, como foi o meu caso, eu consegui achar um espaço, jogar, em 2015 fiz uma temporada muito boa, onde fui considerado por muitos o melhor jogador do time. Em 2016 comecei muito bem, no mesmo ritmo de 2015, mas acontece que neste ano eu acabo tendo a primeira lesão muscular da minha carreira”, afirmou o meia ao Sportv.

“Tenho consciência que meu rendimento realmente caiu, só que as coisas começaram a fugir do campo. Se chegar e falar: ‘O Michel não é bom de bola’, beleza, a gente tem que entender a opinião do torcedor. Mas começaram a me taxar de jogador que não era de grupo, mercenário, fizeram protesto com notas com a minha foto. Eu vim para o São Paulo, voltei da Europa e abri mão de muito dinheiro para isso. Renovei abrindo mão de propostas para voltar para a Europa com um salário melhor do que o da minha renovação com o São Paulo, e eu acabei continuando porque meu desejo era o lado esportivo. As pessoas não sabem disso e acabam taxando você de certa forma, isso que me machucou bastante”, completou o meia.

Por fim, ainda em entrevista ao Sportv, Michel Bastos esclareceu a polêmica com salários atrasados no São Paulo, em que os atletas chegaram a se recusar a falar com a imprensa. O meia afirmou que só se posicionou pelo grupo tricolor por ser o capitão da equipe à época.

“Sobre salários atrasados, foi falado que foi o Michel Bastos quem cobrou. Mentira. Nunca falei isso. Não fui eu, foi o grupo do São Paulo que cobrou. Como eu era o capitão, assumi a responsabilidade, acho que no momento alguém tinha que assumir. Mas não foi o Michel que comandou o silêncio do grupo com a imprensa naquele período porque não estava recebendo os salários que estavam atrasados”, concluiu.

Leia mais:

Palmeirense Dudu cita Felipão e sonha com novo chamado de Tite

Tchê Tchê enaltece “pai” Fernando Diniz e elogia elenco do Palmeiras

Dudu concorda com Ceni e revela brincadeira de Robinho por gol

Palmeiras poupa Fabiano e Borja em treino para pegar time boliviano

Agora, o Palmeiras recebe o Jorge Wilstermann no Palestra Itália, quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Pelo Paulistão, o próximo compromisso é novamente um clássico, contra o Santos, domingo (19), na Vila Belmiro.