Mestre de Guardiola critica o nível dos jogos da Copa: 'O futebol acabou'

Juanma Lillo no Estádio Velodrome. Foto: Matt McNulty - Manchester City/Manchester City FC via Getty Images
Juanma Lillo no Estádio Velodrome. Foto: Matt McNulty - Manchester City/Manchester City FC via Getty Images

Juan Manuel Lillo Díez, o Juanma Lillo, é o mentor do Guardiola, que inclusive o orientou no Manchester City. Ele tornou-se escritor convidado do site estadunidense “The Athletic” nessa quinta-feira (8) e criticou o nível dos jogos da Copa do Mundo. Juanma disse que o futebol acabou e citou arrependimento por defender uma filosofia na qual defendeu por muito tempo.

“O futebol acabou. Seja lá o que tenha surgido, não ouso nomeá-lo. O propósito do jogo foi subvertido - agora visam mais os consumidores do que os torcedores, a indústria precisa do dinheiro da TV. Nós nem percebemos a bagunça que fizemos. Globalizamos uma metodologia que alcançou a Copa do Mundo”, escreveu em seu artigo.

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Lillo logo na sequência expôs o seu arrependimento. “Eu me sinto como um pai arrependido. Se existe alguma pessoa de quem eu discordo nesse momento, é o eu de 25 anos atrás. Não confie em ninguém que diga que não se arrepende de nada na vida”, confirmou.

Juanma ainda criticou esses novos termos utilizados no futebol e disse que não viu nada de diferente no Catar. É engraçado como todo mundo agora fala em bloco alto, bloco baixo... O único bloco que eu conheço é de um prédio. Com garagem? Sem garagem? Essa ânsia de encontrar um vocabulário para tornar o futebol mais difícil me irrita. Seja lá qual fosse o bloco de Marrocos, foram vários jogadores trabalhando em conjunto, incrivelmente se esforçando para não abrir espaços”, disse.

No fim, Lillo criticou as opiniões de alguns analistas e fez uma previsão pessimista. “Eu às vezes acho que a partida é quase uma inconveniência para algumas pessoas que só querem elogiar os vencedores e falar (sic) sobre os perdedores”.

“Você está se perguntando como o futebol voltará a ser o que era? Esqueça. O tipo de pessoa que joga futebol é diferente agora, mas isso acontece em qualquer campo: música, arte, tanto faz. Nós somos formados pela cultura ao nosso redor, e a nova geração vai se habituar ao VAR como uma coisa natural - nem vou começar a falar sobre isso. Nem sobre estatísticas”, terminou.